Celso de Mello, decano do STF, sai em defesa de Janot

Ministro Celso de Mello saiu em defesa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante julgamento sobre a suspeição dele para continuar à frente dos processos contra Michel Temer; segundo Mello, Janot tem executado suas funções com " grande seriedade" (...), notadamente em situações que envolvem implacável e necessária persecução estatal movida em face de delinquentes que, em contexto de criminalidade organizada, atentam contra o ordenamento positivo do Estado brasileiro"; ao término da sessão,  STF manteve Janot à frente das investigações contra Temer

Brasília - O ministro Celso de Mello, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o presidente do Senado, Renan Calheiros na cerimônia de posse da nova presidente do STF, Cármen Lúcia (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - O ministro Celso de Mello, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o presidente do Senado, Renan Calheiros na cerimônia de posse da nova presidente do STF, Cármen Lúcia (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante julgamento sobre a suspeição dele para continuar à frente dos processos contra Michel Temer. O STF entendeu que não foi comprovada uma inimizade capital de Janot contra Temer que justificasse o pedido de suspeição do procurador-geral feito pela defesa do peemedebista.

"Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável e independente do eminente senhor procurador-geral da República, dr. Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande seriedade, atento aos gravíssimos encargos que incidem sobre o Ministério Público, notadamente em situações que envolvem implacável e necessária persecução estatal movida em face de delinquentes que, em contexto de criminalidade organizada, atentam contra o ordenamento positivo do Estado brasileiro, praticando delitos que têm ultrajado a consciência e desrespeitado o sentimento de decência do povo de nosso País", afirmou o decano da Corte.

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