Centrais sindicais protestam contra PEC e por mais direitos e empregos

As centrais sindicais promovem nesta sexta-feira 25 atos e manifestações em pelo menos sete estados - São Paulo, no Amazonas, na Bahia, no Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul - em crítica a projetos do governo Temer em votação no Congresso – como a PEC 55, que restringe os gastos públicos pelos próximos 20 anos – e reivindicam mais direitos e empregos

São Paulo - Ato do “Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações”, organizado pelas centrais sindicais Força, CUT, CTB, UGT, CGTB, Conlutas, Nova Central e Intersindical,  em frente à Superintendência do INSS.
São Paulo - Ato do “Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações”, organizado pelas centrais sindicais Força, CUT, CTB, UGT, CGTB, Conlutas, Nova Central e Intersindical,  em frente à Superintendência do INSS. (Foto: Gisele Federicce)

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

As centrais sindicais promovem nesta sexta-feira 25 atos e manifestações em pelo menos sete estados. De acordo com levantamento da Força Sindical, os protestos ocorrem em São Paulo, no Amazonas, na Bahia, no Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

As entidades criticam projetos do governo em votação no Congresso – como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 que restringe os gastos públicos pelos próximos 20 anos – e reivindicam mais direitos e empregos.

São Paulo

Na capital paulista, o protesto das centrais ocorreu no fim da manhã no viaduto Santa Ifigênia. Os organizadores estimam que 2 mil manifestantes concentraram-se em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), diz que a reforma da Previdência não pode prejudicar os aposentados.

"As centrais não são contra a reforma da Previdência, as centrais acham que é importante para acabar com privilégios. Não existe uma previdência, no Brasil, universal, tem previdência para o setor urbano, público, para os militares, os políticos, pessoal da Justiça. Queremos uma previdência unitária", disse Juruna.

Para o presidente estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NSCT), Luís Gonçalves, direitos trabalhistas têm que ser preservados. Ele critica a proposta de terceirização das atividades fim das empresas e diz que é contrário à proposta de que acordos coletivos entre empresas e trabalhadores prevaleçam sobre direitos consagrados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Os manifestantes planejam seguir até o prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na capital paulista, no início da tarde.

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