Cervejaria abasteceu esquema de propinas da Odebrecht
Delator da Lava Jato e ex-diretor da Odebrecht Hilberto Mascarenhas da Silva Filho afirmou que o esquema de desvio montado por meio da cervejaria Petrópolis irrigou o setor de propinas da empreiteira com cerca de R$ 105 milhões, entre 2007 e 2008; "Eu soube, eles comentaram que era um desvio de quantidade, no medidor. Porque o imposto é gerado em função na quantidade de cerveja que passa em determinado medidor. Então eles criaram, parece, um by pass, para adulterar a quantidade de imposto", disse Hilberto Silva; "Essa venda dessa cerveja, que passava a latere, era vendido, e o dinheiro gerado ia para o caixa 2. Esse caixa 2 era vendido para nós", detalhou
247 - O delator da Lava Jato e ex-diretor da Odebrecht Hilberto Mascarenhas da Silva Filho afirmou que o esquema de desvio montado por meio da cervejaria Petrópolis irrigou o setor de propinas da empreiteira com cerca de R$ 105 milhões, entre 2007 e 2008. "Eu soube, eles comentaram que era um desvio de quantidade, no medidor. Porque o imposto é gerado em função na quantidade de cerveja que passa em determinado medidor. Então eles criaram, parece, um by pass, para adulterar a quantidade de imposto", disse Hilberto Silva, em sua delação premiada à Justiça.
"Essa venda dessa cerveja, que passava a latere, era vendido, e o dinheiro gerado ia para o caixa 2. Esse caixa 2 era vendido para nós", detalhou.
O esquema foi confirmado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht que contou em sua delação premiada que o esquema elaborado junto a cervejaria teria começado em 2006, quando a Odebrecht comprava reais não-contabilizados da cervejaria no Brasil e pagava em dólares, por meio de uma conta secreta mantida no exterior.
Já entre 2010 e 2014, o grupo Petrópolis teria atuado com uma espécie de laranja ad Odebrecht, ao realizar repasses oficiais para partidos e campanhas políticas. O grupo Petrópolis nega as acusações.