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Brasil

CGU abre rebelião contra decisão de Temer

Um grupo de pelo menos 900 servidores do Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria-Geral da União (CGU), protesta em Brasília para pedir a saída do ministro Fabiano Silveira, flagrado em gravações criticando a Operação Lava Jato e orientando Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo da investigação; após a divulgação dos áudios, Michel Temer disse que o ministro fica "por enquanto"; chefes de duas regionais do ministério entregaram seus cargos em protesto à permanência de Silveira no cargo; funcionários também pedem a volta da CGU; para o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), gravação "desnuda a pretensão da cúpula do governo de obstruir investigações"

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Um grupo de pelo menos 900 servidores do Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria-Geral da União (CGU), protesta em Brasília para pedir a saída do ministro Fabiano Silveira, flagrado em gravações criticando a Operação Lava Jato e orientando Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo da investigação; após a divulgação dos áudios, Michel Temer disse que o ministro fica "por enquanto"; chefes de duas regionais do ministério entregaram seus cargos em protesto à permanência de Silveira no cargo; funcionários também pedem a volta da CGU; para o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), gravação "desnuda a pretensão da cúpula do governo de obstruir investigações" (Foto: Aquiles Lins)
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247 - Um grupo de pelo menos 900 servidores do novo Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria-Geral da União (CGU), realizou um protesto na tarde desta segunda-feira, 30, em Brasília, para pedir a saída do ministro Fabiano Silveira e a permanência do antigo órgão. O ato é organizado pelo Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon).

Chefes de pelo menos duas regionais do ministério entregaram seus cargos em protesto à permanência do chefe da pasta, depois de Fabiano Silveira ter sido flagrado em gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, criticando a Operação Lava Jato e dando orientações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), diante da investigação.

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Os chefes das unidades da Bahia, Adilmar Gregorin, e de São Paulo, e Roberto Viéga, confirmaram a saída dos cargos. De acordo com Gregorin, todos os comandantes regionais estão aderindo ao movimento, na tentativa de deixar claro que não aceitarão Silveira à frente da pasta de combate à corrupção. Após a divulgação dos áudios neste domingo, o presidente interino, Michel Temer, disse que o ministro fica "por enquanto".

Além de pedir a saída do ministro da Transparência, o grupo de manifestantes também pede a aprovação de proposta de emenda à Constituição que estabelece que as funções da CGU sejam exercidas por órgãos de natureza permanente. Ou seja, pelo texto, a estrutura do órgão não poderia ser alterada para integrar um ministério.

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Os servidores questionam o desmembramento da Controladoria e a sua vinculação ao recém-criado Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle no governo Temer. Nesta manhã, os manifestantes já haviam feito um ato em frente à sede da CGU, onde lavaram as escadas do prédio que abriga o órgão e impediram a entrada do ministro.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), a gravação "desnuda a pretensão da cúpula do governo de obstruir investigações". Na avaliação dele, Silveira não tem condições de permanecer no cargo. 

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"É óbvio que um ministro com as atribuições que ele tem não tem condição nenhuma de estar no cargo. São muitas as evidências de tentativa de obstrução da justiça. Claro que todo mundo tem direito à defesa, mas nada disso justifica ter como ministro nesse cargo alguém que é pego, se isso for mesmo confirmado, nessa situação", afirmou.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

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Após gravações, servidores da extinta CGU pedem a Temer demissão de ministro

Paulo Victor Chagas – Funcionários do novo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle fizeram uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto cobrando a saída do ministro da pasta, Fabiano Silveira, após ele aparecer em gravações orientando a defesa de investigados e criticando a Operação Lava Jato.

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Os manifestantes chegaram à Praça dos Três Poderes por volta de 16h, quando havia cerca de 250 pessoas, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, e saíram uma hora depois. Eles pediram que o presidente interino Michel Temer tire Fabiano do cargo, usando palavras de ordem como "Temer, demite", "Fica, CGU" e "Fabiano vai cair, vai cair, vai cair".

Apesar da pressão, a determinação de o presidente interino, até o momento, é de manter o ministro no cargo.

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Os servidores querem o retorno do nome anterior da pasta: Controladoria-Geral da União (CGU). Ele também exibiram faixas com os seguintes dizeres: "Combate à corrupção já tem nome. CGU", "Fortalecer sim, extinguir jamais" e "Tirem as mãos da CGU". Eles usaram vuvuzelas e fogos de artifício na manifestação.

Mais cedo, os funcionários fizeram uma lavagem das escadas em frente à entrada do ministério e solicitaram afastamento dos cargos de comissão que ocupam em forma de protesto.

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