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Chanceler vai a Washington ouvir explicações sobre espionagem

Ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, irá se encontrar nesta quinta-feira 30 com Susan Rice, assessora de Segurança Nacional dos EUA, para saber detalhes das mudanças de espionagem da NSA anunciadas recentemente pelo presidente Barack Obama

Ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, irá se encontrar nesta quinta-feira 30 com Susan Rice, assessora de Segurança Nacional dos EUA, para saber detalhes das mudanças de espionagem da NSA anunciadas recentemente pelo presidente Barack Obama (Foto: Gisele Federicce)

Opera Mundi - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, anunciou nesta quarta-feira (29/01) que irá a Washington para ouvir da assessora de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice, explicações sobre as mudanças anunciadas pelo presidente Barack Obama no sistema de espionagem norte-americano. A reunião acontece na quinta (30/01). A presidente Dilma Rousseff foi um dos alvos da NSA (Agência de Segurança Nacional, da sigla em inglês).

"Estou indo a Washington a convite da conselheira de segurança nacional Susan Rice para continuar o diálogo uma vez que foi concluída a avaliação da NSA", afirmou Figueiredo, que está em Havana. Segundo ele, não será discutida uma nova data para a viagem da presidente Dilma, que foi desmarcada após o governo brasileiro não ficar convencido das explicações dadas pelos norte-americanos.

O ministro também vai se encontrar com Mike Froman, representante de comércio dos Estados Unidos. Segundo ele, os EUA também aceitaram participar do fórum sobre governança na internet, que acontece em abril em São Paulo.

As informações sobre a espionagem contra Dilma foram reveladas pelo jornalista norte-americano Glenn Greenwald, em duas reportagens para o programa de TV Fantástico, da Rede Globo. Ele recebeu documentos do ex-agente Edward Snowden, ex-técnico da agência norte-americana e atualmente asilado na Rússia, que vazou diversos documentos e os repassou ao jornalista.

Além de Dilma, o presidente do México, Enrique Peña Neto, quando ainda era candidato favorito a assumir o comando do país, em 2012, também foi investigado pelos Estados Unidos. Os documentos vazados fazem parte de uma apresentação interna da NSA. Eles mostram que as comunicações de Dilma foram espionadas, incluindo o conteúdo de mensagens de texto entre assessores e colaboradores do Planalto.