Cidadania avança no Morro do Alemão

Depois da UPP e do telefrico, comunidade ter tambm centro de assistncia jurdica populao

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Em mais uma etapa da ocupação social, uma central jurídica foi inaugurada hoje no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, para oferecer vários serviços aos moradores. Na sede da Força de Pacificação, eles vão ter acesso a um cartório civil, uma Vara de Proteção da Infância e da Juventude e postos da Defensoria Pública estadual, da Justiça do Trabalho e da Justiça Eleitoral.

Um ônibus itinerante também oferecerá serviços jurídicos nas favelas do Complexo da Penha. A estimativa é de que o projeto "Justiça Aqui" atenda cerca de 500 mil pessoas nas duas regiões. "Nesses moldes é o primeiro do país. É um modelo completo, cuja experiência, se for bem sucedida, poderá ser implantada em outras comunidades", afirmou o ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que participa da iniciativa junto com os tribunais do Estado.

Pouco depois do final da inauguração, uma perseguição policial terminou a poucos metros da base do Exército, que sediava o evento. Segundo a polícia, dois homens roubaram uma Fiorino carregada com material de informática e levaram o motorista como refém. Na Avenida dos Democráticos, a 1,3 km do evento, os criminosos furaram uma blitz da polícia. Houve troca de tiros e viaturas da PM seguiram o veículo. Na Avenida Itaoca, um assaltante saiu do carro e foi preso na mesma rua onde aconteceu a cerimônia. O comparsa dele fugiu e libertou o refém alguns metros depois. Ninguém ficou ferido.

Além de Peluso, estavam na sede da Força de Pacificação o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governador do Rio, Sergio Cabral e o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame. O ministro da Defesa não ouviu os disparos e antes da confusão afirmou que o Exército permanecerá no Complexo do Alemão até a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). "Uma coisa é certa: nós não sairemos daqui enquanto não tiver a substituição simultânea e paralela com a força pública estadual", disse Jobim. Tropas do Exército se revezam na ocupação do conjunto de favelas desde dezembro de 2010.

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