Ciro: Bolsonaro acha que é dono do voto do povo e está querendo mandar na sua vontade

De acordo com o presidenciável do PDT, "um candidato que dá uma declaração dessas está dizendo claramente ao país que vai tentar dar um golpe na nossa democracia. Ele acha que é dono do seu voto e está querendo mandar na sua vontade"; "Dê o troco a ele, meu irmão e minha irmã. A maior garantia de que a democracia vai continuar firme e forte é não votar no Bolsonaro já no primeiro turno e proteger o Brasil desse salto no abismo"

Ciro: Bolsonaro acha que é dono do voto do povo e está querendo mandar na sua vontade
Ciro: Bolsonaro acha que é dono do voto do povo e está querendo mandar na sua vontade (Foto: Dir.: Marcelo Camargo - ABR)
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Rede Brasil Atual - A declaração do candidato Jair Bolsonaro (PSL), de que não aceita resultado diferente de sua vitória nas eleições de outubro, ontem (29), em entrevista ao jornalista José Luis Datena, na TV Bandeirantes, provocou a reação de seus adversários. "A democracia de Bolsonaro é a famosa 'cara, eu ganho, coroa, você perde'. Já vimos esse filme e ninguém tem saudades", disse o candidato Guilherme Boulos (Psol).

Ciro Gomes (PDT) publicou um vídeo em suas redes sociais. "Um candidato que dá uma declaração dessas está dizendo claramente ao país que vai tentar dar um golpe na nossa democracia. Ele acha que é dono do seu voto e está querendo mandar na sua vontade. Dê o troco a ele, meu irmão e minha irmã. A maior garantia de que a democracia vai continuar firme e forte é não votar no Bolsonaro já no primeiro turno e proteger o Brasil desse salto no abismo."

Por sua vez, o candidato tucano Geraldo Alckmin, forte opositor de Haddad, também se manifestou. "Bolsonaro diz que não vai aceitar a derrota. Mostra mais uma vez que não está preparado para a democracia, quer manter o país dividido. Respeite a decisão popular, candidato."

Na entrevista de ontem, o candidato da extrema-direita, também acrescentou que "não descarta" atuação das Forças Armadas nas eleições, e disse que o PT "só ganha na fraude".

De acordo com as pesquisas de intenções de voto, Bolsonaro não seria eleito hoje. Iria para um segundo turno, no qual perde dos principais adversários. O candidato extremista possui o maior grau de rejeição. Hoje, a sociedade se manifesta nas ruas contra a escalada do ódio e do fascismo, representados por sua figura, em atos afirmando #EleNão.

Bolsonaro, repetidamente, afirma que não acredita nas urnas eletrônicas. Algo que ele não disse quando foi eleito por diversos mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro. Ou quando seus três filhos foram também eleitos, já que sua família é um quadro tradicional da política brasileira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) argumenta que não existe histórico de fraude nas urnas eletrônicas, e que o sistema é seguro e amplamente auditado.

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