Ciro: Fachin tentou proteger Moro e a Lava Jato
Apesar de se dizer “feliz” pelo reparo de uma injustiça que foi feita contra Lula, ele voltou a atacar o petista. Ciro Gomes falou em “justiça que se faz ao Lula”, mas “não porque ele seja inocente, porque não é mesmo, mas porque foi perseguido por arbitrariedade do Sergio Moro”
247 - O vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, afirmou, em entrevista à CNN, nesta segunda-feira, 8, que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao anular as condenações de Lula no âmbito da Lava Jato de Curitiba, na realidade “tentou proteger Sergio Moro e a Lava Jato”.
Ele destacou o fato de que Lula não foi inocentado, apenas seus casos foram transferidos para a Justiça Federal do Distrito Federal, porque a Justiça do Paraná foi julgada “incompetente” para julgar os processos contra o ex-presidente.
“O que é chocante é que o ministro Fachin só tenha visto, para resolver o problema, quatro anos depois. Neste período o processo político brasileiro foi alterado”, destacou. “Sérgio Moro comportou-se como parte arbitrária no processo do Lula”, argumentou.
“Lula e sua grei consideram que ele iria ganhar as eleições, não é verdade, mas eles consideram. E quatro anos depois - Lula amargou um tempo de cadeia - vai para uma obviedade: tudo era nulo”, disse.
“Sergio Moro foi arbitrário, foi suspeito, não tinha nenhuma autoridade para julgar como fez, ao arrepio da lei, constrangendo a lei, violentando as franquias de qualquer cidadão e do Lula, que como qualquer cidadão, tem o direito de ser julgado com decência e correção”, disse o pedetista.
Ciro volta a atacar Lula
Apesar de se dizer “feliz” pelo reparo de uma injustiça que foi feita contra Lula, ele voltou a atacar o petista. “Fico feliz porque aquela injustiça que fazia do Lula uma vítima de processos penais arbitrários, pode devolvê-lo agora a um debate de iguais. Com seus direitos políticos, vai poder discutir o futuro do Brasil e se o futuro do Brasil é uma volta ao passado, que o Lula representa”, afirmou.
Ele ainda falou em “justiça que se faz ao Lula”, mas “não porque ele seja inocente, porque não é mesmo, mas porque foi perseguido por arbitrariedade do Sergio Moro”.
Sobre um possível apoio ao PT nas eleições, ele disse que “a tarefa não é só derrotar o Bolsonaro. É discutir uma saída pro Brasil, que precisa de diálogo, um equilíbrio… pede o fim do radicalismo político, do sectarismo, do ódio que tem caracterizado esse combate entre o lulopetismo e o bolsonarismo, de uma forma em que ambos, cada qual com sua qualidade”.
Segundo ele, “Bolsonaro é um fascista, um bandido, um grande marginal que assaltou a opinião pública brasileira, mas o PT não é desculpável pelas contradições que ele fez”. “Eu acho improvável que a sociedade brasileira queira repetir em 2022 aquela confrontação odienta, sectária e radicalizada que marcou a divisão da nação brasileira em 2018”, afirmou.
Para Ciro, a decisão de Fachin ainda vai “ter desdobramentos graves do ponto de vista do direito”.