Citado na Vaza Jato, Gebran nega a Lula acesso a mensagens

Apesar das investigações sobre o caso de suposto hackeamento ainda estar em andamento, o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF4, concluiu que os diálogos divulgados pelo site The Intercept e reconhecidos pelos procuradores não são válidos nem podem ter considerada sua “qualidade” e negou acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens

247 - O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou o pedido feita pela defesa do ex-presidente Lula de ter o acesso às mensagens reveladas pela Vaza Jato que mostram o conluio e a ação persecutória dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato com o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

Segundo o desembargador, a “ilegalidade da obtenção do material” torna “impossível o seu aproveitamento” na ação. Apesar das investigações sobre o caso de suposto hackeamento ainda estar em andamento e nada até agora provar que o conteúdo revelado tem ligação com tais hackers, Gebran concluiu que os diálogos divulgados pelo site The Intercept e reconhecidos pelos procuradores, não são válidos nem podem ter considerada sua “qualidade”.

“Deve ser assinalado que a sentença, cujas apelações pendem de exame nesta Corte, não foi proferida pelo magistrado cuja imparcialidade se procurar arranhar nas notícias jornalísticas, bem como que o exame que se fará decorre recai sobre os argumentos da partes e sobre as provas que estão encartadas nos autos, e não sobre pretensos diálogos interceptados ilegalmente que em nada contribuem para o deslinde do feito”, diz Gebran.

E acrescenta: “Por todo esse conjunto de fatores, sobretudo pela ilegalidade da obtenção do material e, por isso, sendo impossível o seu aproveitamento pela sua ilicitude, não há como acolher a pretensão da defesa”, completa.

Vale lembrar que Gebran também foi citado na Vaza Jato. A revista Veja em parceria com o The Intercept divulgou conversas em que Deltan Dallagnol, procurador chefe da força-tarefa, fala de encontro com Gebran em que o desembargador teria dito que as provas do caso Adir Assad, um dos operadores de propinas da Petrobras e de governos estaduais, seriam fracas.

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