Citado nas mensagens vazadas, Fux garante que Lava Jato vai continuar

Em evento de investidores do mercado financeiro, o minitro do Supremo Luiz Fux disse que a Lava Jato vai continuar e ainda aproveitou para criticar quem faz oposição: "As pessoas devem ter amor ao Brasil, amor à coisa pública e não fazer oposição que seja prejudicial ao país"

247 - "Quero garantir que a 'lava jato' vai continuar. E essa palavra não é de um brasileiro, é de alguém que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano que vem, podem me cobrar", afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, em evento da Expert XP 2019, que reúne empresários e investidores do mercado financeiro.

Fux foi citado em uma das conversas vazadas entre os procuradores e o ex-juiz Sergio Moro como um 'apoiador' das ações da Lava Jato de Curitiba. Em um dos trechos das conversas de Dallagnol com procuradores mostra o chefe da força-tarefa comemorando o “apoio” de outro integrante da Suprema Corte à Lava Jato.

“Caros, conversei com o Fux, mais uma vez, hoje. Reservado, é claro: o ministro Fux disse quase espontaneamente que Teori fez queda de braço com Moro e viu que se queimou. E que o tom da resposta do Moro depois foi ótimo. Disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele rs. Mas os sinais foram ótimos. Falei da importância de nos protegermos como instituições. Em especial no novo governo”, relatou Dallagnol. Na sequência, Dallagnol encaminhou a mesma mensagem ao então juiz Sergio Moro, que responde: “Excelente. In Fux we trust (Em Fux nós confiamos)”.

No evento, Fux fez a defesa da pautas do governo Jair Bolsonaro, como por exemplo a reforma trabalhista. Disse aos empresários que a reforma tem o objetivo "proteger os trabalhadores".

 "Admitir a terceirização é bom. Nenhuma empresa sobrevive com folha de pagamento de 70 mil funcionários de uma call center, por exemplo", diz.

Fux ainda aproveitou para criticar quem faz oposição. "As pessoas devem ter amor ao Brasil, amor à coisa pública e não fazer oposição que seja prejudicial ao país", disse. 

Ele também defendeu a reforma tributária que, segundo ele, vai ajudar os empresários. "Temos o estatuto do contribuinte. é preciso ter a visão que tributos não podem derrotar empresas e precisamos unificar tributos e, acima de tudo, precisamos ter precaução sobre a surpresa fiscal", defendeu.

Com informações do Conjur.

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