Clã Bolsonaro quis atrair fábrica da Tesla, que deu golpe na Bolívia, para o Brasil

A revelação de que o bilionário Elon Musk atuou no golpe de estado contra Evo Morales na Bolívia talvez explique também a participação do governo brasileiro, já denunciada por partidários de Evo Morales. Coincidência ou não, Eduardo Bolsonaro passou a prometer que traria uma fábrica da Tesla para o Brasil

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247 - O governo de Jair Bolsonaro tentou atrair fábrica da montadora norte-americana Tesla para o Brasil, informa reportagem do jornal O Globo fevereiro deste ano. Com a revelação de que o bilionário Elon Musk, dono da Tesla, atuou no golpe de estado na Bolívia talvez explique também a participação do governo brasileiro no processo que depôs o presidente eleito, Evo Morales.

A participação do governo Bolsonaro já foi denunciada por partidários de Evo Morales. Coincidência ou não, alguns meses depois, Eduardo Bolsonaro passou a prometer que traria uma fábrica da Tesla para o País.

Após ser criticado por envolvimento no golpe na Bolívia, o bilionário Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, CEO da Tesla e da SpaceX, reagiu a um comentário de um seguidor afirmando que não é do interesse do povo norte-americano “o governo dos EUA organizando um golpe contra Evo Morales na Bolívia" para que ele "possa obter lítio”. Musk afirmou: “nós iremos golpear quem quisermos. Lidem com isso!”

Para o ex-presidente Evo Morales, a declaração é mais uma “prova de que o golpe foi dado pelo lítio boliviano”. “Defenderemos sempre nossos recursos”, reforçou o ex-presidente, que foi deposto pelo golpe militar no ano passado.

“Mais de 50% dos depósitos de lítio globais se encontram no ‘Triângulo do Lítio’ - com fontes do material concentradas na Argentina, Bolívia e Chile. Os desertos montanhosos da Bolívia – o Salar de Uyuni – têm de longe as maiores reservas conhecidas”, segundo reportagem do Brasil de Fato.

Morales denunciava, quando estava no poder, que o lítio não deveria ser vendido a multinacionais. Após o golpe, a tendência, como acenou o candidato a vice da atual presidente usurpadora Jeanine Áñez, é abrir as portas para que empresas como a Tesla explorem o recurso no país.

O empresário boliviano Samuel Doria Medina, candidato a vice de Áñez, defendeu, com a possível vinda da Tesla para o Brasil, a  construção de "uma gigante fábrica no Salar de Uyuni para fornecer baterias de lítio”.

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