CNA, que apoiou o golpe, pede continuidade das reformas reprovadas pela população

Em nota, a entidade dos ruralistas, presidida por João Martins chama corrupção contra Michel Temer de "acontecimentos inesperados, que não nos cabe julgar" e diz que o golpe que arruinou a economia do País e aprofundou o desemprego para 14 milhões foi uma "transição política"; "Com a responsabilidade de quem lutou pela transição política, apoiamos a manutenção da agenda de reformas, na certeza de que este é o único caminho para o equilíbrio fiscal, a estabilidade das instituições e a recondução ao crescimento sustentável e duradouro"

Em nota, a entidade dos ruralistas, presidida por João Martins chama corrupção contra Michel Temer de "acontecimentos inesperados, que não nos cabe julgar" e diz que o golpe que arruinou a economia do País e aprofundou o desemprego para 14 milhões foi uma "transição política"; "Com a responsabilidade de quem lutou pela transição política, apoiamos a manutenção da agenda de reformas, na certeza de que este é o único caminho para o equilíbrio fiscal, a estabilidade das instituições e a recondução ao crescimento sustentável e duradouro"
Em nota, a entidade dos ruralistas, presidida por João Martins chama corrupção contra Michel Temer de "acontecimentos inesperados, que não nos cabe julgar" e diz que o golpe que arruinou a economia do País e aprofundou o desemprego para 14 milhões foi uma "transição política"; "Com a responsabilidade de quem lutou pela transição política, apoiamos a manutenção da agenda de reformas, na certeza de que este é o único caminho para o equilíbrio fiscal, a estabilidade das instituições e a recondução ao crescimento sustentável e duradouro" (Foto: Aquiles Lins)

247 - A Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que apoiou o golpe parlamentar que alçou Michel Temer à presidência, defendeu a continuidade das reformas trabalhista e da Previdência, que são rejeitadas por mais de 90% da população brasileira. 

Em nota, a CNA não mencionou as acusações de corrupção que pesam contra Temer. "Acontecimentos inesperados, que não nos cabe julgar, podem colocar em risco a conclusão virtuosa destas reformas. A interrupção da volta à normalidade representa um grave risco à retomada do crescimento. Este é um destino que não podemos e não vamos aceitar", avisa. 

Entidade que representa os ruralistas classifica o golpe que arruinou a economia do País e aprofundou o desemprego para 14 milhões de pessoas como "transição política". "Com a responsabilidade de quem lutou pela transição política, apoiamos a manutenção da agenda de reformas, na certeza de que este é o único caminho para o equilíbrio fiscal, a estabilidade das instituições e a recondução ao crescimento sustentável e duradouro", afirma. 

Leia abaixo a íntegra da nota da CNA:

"À NAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil está, a duras penas, emergindo da mais grave recessão de sua história, que produziu uma multidão de desempregados, o encolhimento das atividades produtivas e o empobrecimento de boa parte de sua população.

Para evitar a ruína da economia e a desorganização de nossa sociedade, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, em nome dos produtores rurais de todo o País e encorajada por eles, apoiou clara e firmemente uma mudança nos rumos do nosso País, com a esperança de dar ao Brasil a chance de reerguer-se e reconciliar-se com o crescimento e a estabilidade.

Em tempo breve e produtivo, o Governo e o Congresso Nacional estão debatendo e aprovando mudanças importantes para o funcionamento do Estado e da economia. Em consequência disto, a maioria dos indicadores econômicos e sociais já apontam para uma consistente recuperação, capaz de devolver confiança aos investidores e esperança à população brasileira. A consolidação do ciclo reformista está ao alcance de nossas vistas, o que ocorrerá com a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária pelo Congresso Nacional.

Acontecimentos inesperados, que não nos cabe julgar, podem colocar em risco a conclusão virtuosa destas reformas. A interrupção da volta à normalidade representa um grave risco à retomada do crescimento. Este é um destino que não podemos e não vamos aceitar.

Com a responsabilidade de quem lutou pela transição política, apoiamos a manutenção da agenda de reformas, na certeza de que este é o único caminho para o equilíbrio fiscal, a estabilidade das instituições e a recondução ao crescimento sustentável e duradouro.

Confiantes nas instituições para a manutenção do Estado de Direito, queremos deixar claro que, em nossa visão, qualquer resultado que retarde ou venha a inviabilizar a conclusão das reformas é contrário ao interesse dos produtores rurais e, principalmente, ao interesse coletivo de toda a Nação brasileira.

Brasília, 26 de maio de 2017.

CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL - CNA"

 

 

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