CNMP pune Deltan Dallagnol por afronta ao Supremo

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou uma pena de advertência ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, por ter dito em uma entrevista que ministros do STF estavam mandando uma "mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção"

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(Foto: ABr)


247 - O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou uma pena de advertência ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. O motivo: Deltan afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal estavam mandando uma "mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção" ao comentar a decisão que retirou do então juiz Sérgio Moro trechos de delações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Guido Mantega. 

Sem nomear, o procurador fez referência aos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que votaram a favor da decisão na Segunda Turma do STF. As declarações foram dadas em agosto em uma entrevista concedida à rádio CBN:

"Os três mesmos de sempre do Supremo Tribunal Federal que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre formando uma panelinha assim que manda uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção", disse o procurador.

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"Objetivamente, Milton [Young, jornalista da CBN] , eu não estou dizendo que estão mal-intencionados nem nada, estou dizendo que objetivamente a mensagem que as decisões mandam é de leniência. E esses três de novo olham e querem mandar para a Justiça Eleitoral como se não tivesse indicativo de crime? Isso para mim é descabido", declarou à época.

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Segundo relato do Uol, a defesa do procurador disse ao CNMP que as críticas foram feitas dentro dos limites do direito à liberdade de expressão.

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"Não se vê aí mais que um excesso de zelo compatível com a juventude do procurador", disse o advogado Francisco Rezek, que é ex-ministro do STF. "Vai se oferecer a cabeça do jovem procurador em holocausto, mas em holocausto a quem", perguntou Rezek.

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