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Brasil

Collor pede moderação aos EUA

Senador aponta "crescente revolta do mundo islâmico contra atitudes de países ocidentais"

Collor pede moderação aos EUA (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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Anderson Vieira _Agência Senado - A reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) desta quinta-feira 13 foi aberta com um apelo por "moderação" feito pelo presidente do colegiado, senador Fernando Collor (PTB-AL). Ao comentar o atentado que provocou a morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, no último dia 11, o parlamentar alertou para a concreta possibilidade de a repercussão do fato se espraiar.

- Somente uma atitude moderada dos Estados Unidos poderá evitar consequências mais graves e a continuidade da violência – ponderou.

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Antes da aprovação na CRE de um voto de pesar e solidariedade aos Estados Unidos pela morte do embaixador, e outros três funcionários norte-americanos, logo referendado pelo Plenário do Senado, Collor analisou o episódio. Segundo ele, o ataque não deve ser visto apenas como reação de grupos radicais islâmicos contra a exibição de um vídeo considerado ofensivo ao profeta Maomé e ao islã. Para o senador, há "uma crescente revolta do mundo islâmico contra atitudes de países ocidentais, consideradas como indo além do combate ao terrorismo".

– Intervenções de potências da Otan no Iraque, no Afeganistão e nos países da Primavera Árabe recrudesceram sentimentos anti-ocidentais de origens históricas profundas e reavivados de tempos em tempos – afirmou.

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Collor lembrou que a derrubada do ditador Muammar Kadafi na Líbia resultou num vácuo de poder nacional e deixou o país dividido em territórios controlados por grupos de milicianos, sem possibilidade de manutenção da ordem. Segundo ele, o sentimento de revolta não encontrou barreiras que impedissem a inviolabilidade de um agente diplomático.

Paraguai

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O presidente da CRE também fez uma análise sobre a situação do Paraguai no Mercosul, depois do impeachment do presidente Fernando Lugo.

Collor ressaltou o problema jurídico criado com a decisão do Senado paraguaio de rejeitar a entrada da Venezuela no bloco. Segundo ele, os paraguaios consideram arbitrária a decisão de Brasil, Argentina e Uruguai de admitir a Venezuela, aproveitando-se da suspensão do Paraguai.

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– A decisão de aceitar a Venezuela foi um artifício, pois a entrada de um novo sócio deve ser objeto de aprovação unânime dos sócios originais. A entrada da Venezuela quebrou o quadro original e legal do Mercosul, criou uma anômala situação jurídica e está se transformando num grande imbróglio de dificílima solução – afirmou.

Colômbia

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O senador falou ainda sobre o recente anúncio do governo colombiano de negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), guerrilha de orientação marxista que atua desde 1964 naquele país.

– O anunciou aumentou a popularidade do atual presidente [Juan Manuel Santos] e acontece numa época em que a Colômbia vive boa fase econômica e num momento em que a guerrilha está debilitada, com efetivo que não passa de nove mil homens – observou.

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