Com 175 mortes em 2020, Brasil lidera ranking mundial de assassinatos de travestis e transexuais

Relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais destaca que 75 mulheres transexuais e travestis foram assassinadas em 2020. Nos primeiros oito meses do ano, 129 pessoas trans foram assassinadas, crescimento de 70% sobre o mesmo período do ano anterior

(Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil)
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247 - Um levantamento realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que 175 mulheres transexuais e travestis foram assassinadas ao longo do ano passado. Os dados do relatório colocam o Brasil na liderança mundial de assassinatos de pessoas trans, posição ocupada desde 2008, conforme dados da ONG Transgender Europe (TGEU). O documento foi divulgado nesta sexta-feira (29), Dia Nacional da Viabilidade Trans.

De acordo com reportagem de O Globo, o dossiê destaca que o número de mortes em 2020 supera os registros de 2019 e 2018, com 124 e 163 assassinatos, respectivamente. Ainda em 2020, foram registradas 77 tentativas de homicídio contra esta população. Nos primeiros oito meses do ano, 129 pessoas trans foram assassinadas no Brasil, um crescimento de 70% sobre o mesmo período do ano anterior. 

"Os dados não refletem exatamente a realidade devido à subnotificação, que aumentou, mas demonstram, a partir desta pesquisa, que o Brasil vem passando por um processo de recrudescimento em relação à forma com que trata travestis, mulheres transexuais, homens trans, pessoas transmasculinas e demais pessoas trans", disse a secretária de articulação política da Antra, Bruna Benevides. 

 

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