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Com Cid indiciado, Exército decide barrar promoção do ex-braço direito de Bolsonaro

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro pleiteava promoção à patente de coronel

Mauro Cid (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado )

247 - O Exército brasileiro decidiu vetar a promoção do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), à patente de coronel, diz a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S. Paulo. Cid, membro da turma formada em 2000, viu sua trajetória militar ser interrompida após o comando militar optar por não conceder-lhe a promoção em função dos crimes pelos quais é investigado pela Polícia Federal, incluindo a tentativa de vendas de joias sauditas que deveriam ter sido incorporadas ao patrimônio do Estado Brasileiro e que Bolsonaro tentou se apropriar, além do envolvimento em suposta tentativa de golpe de Estado. Cid também foi indiciado por fraudes em cartões de vacinação.

O processo de avaliação para promoções é conduzido por um colegiado composto por 18 generais, cuja recomendação é posteriormente submetida ao comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, para a decisão final. Segundo a reportagem, “Cid já recebeu veto do primeiro grupo. E deve ficar estacionado na carreira”.

Apesar disso, Cid continua recebendo um salário de aproximadamente R$ 27 mil mensais. De acordo com as normas, a suspensão definitiva dos vencimentos só ocorrerá se ele for condenado a mais de dois anos de prisão. Caso seja condenado, o Ministério Público Militar entrará com uma representação junto ao Superior Tribunal Militar (STM), o que resultará na exclusão de Cid do Exército, por ser considerado indigno de permanecer na instituição.

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