Com tanta maluquice, aliados já tutelam Bolsonaro
"Até quando os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno continuarão aceitando a ingrata missão de serem os intérpretes das sandices de Jair Bolsonaro?", questiona o jornalista Arnaldo César; "Até mesmo a grande mídia perdeu a paciência com o tresloucado presidente", diz ele
Por Arnaldo César, no Blog de Marcelo Auler - Até quando os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno continuarão aceitando a ingrata missão de serem os intérpretes das sandices de Jair Bolsonaro? Esta pergunta tem atormentado tanto o sono da classe média brasileira que deu seu voto ao capitão falastrão quanto as elites econômicas e financeiras que depositaram todas as suas fichas no boquirroto.
Até mesmo a grande mídia perdeu a paciência com o tresloucado presidente. Os editorias dos três maiores jornais dos últimos três dias em uníssono mandam o tal presidente abandonar as peraltices sexuais na Internet para tratar das questões mais sérias do País.
O problema é que a ruptura entre Bolsonaro e seus dois filhos com os intérpretes Mourão e Heleno começa a se alargar. No escurinho dos corredores do Palácio do Planalto os "guris" falam mal abertamente do vice-presidente. Mourão e os demais generais do governo defendem-se, ordenando que o capitão se afaste de sua prole encrenqueira. (...)
Já se passaram quase três meses desde que Jair Bolsonaro e sua família ocuparam os palácios presidenciais do Distrito Federal. Até agora, eles não se deram conta de que dispõem de mais de uma centena de assessores, especialistas e técnicos para lhe ensinarem o significado das coisas e dos problemas como os quais irão se defrontar.
No pronunciamento que fez, na quinta-feira (07/03), no Corpo de Fuzileiros Navais, no Rio, o presidente falou de improviso. Foi aquela desgraça que todos ouviram: "a liberdade e a democracia só existem quando as forças armadas querem". (...)
Presidentes tresloucados não chegam a ser novidade na história recente desta República. Jânio Quadro, por exemplo, durou sete meses. Renunciou pouco dias após a foto histórica de Erno Schneider, então no Jornal do Brasil, sem saber que caminho seguir. Tal e qual a belíssima ilustração do Aroeira retrata estar acontecendo com o capitão-presidente. Façam suas apostas!
Leia o texto na íntegra no Blog de Marcelo Auler.