Comandante do Exército defende respeito à Constituição

Em canal do Exército no YouTube, o general Eduardo Villas Bôas comenta a crise política atual e ressalta que a Força só atuará se "absolutamente respaldada" pela Constituição e se for acionada por um dos Três Poderes, como determina as leis brasileiras; parte dos manifestantes que defendem o impeachment prega a volta do regime militar no País

MANAUS, 26/03/2014 SESSAO ESPECIAL DE EM HOMENAGEM AO GENERAL VILLAS BOAS, COMANDANTE GERAL DO COMANDO MILITAR DA AMAZONIA. FOTO: TIAGO CORREA / CMM
MANAUS, 26/03/2014 SESSAO ESPECIAL DE EM HOMENAGEM AO GENERAL VILLAS BOAS, COMANDANTE GERAL DO COMANDO MILITAR DA AMAZONIA. FOTO: TIAGO CORREA / CMM (Foto: Gisele Federicce)

247 – O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, comentou a crise política atual e defendeu que a Constituição e as leis complementares brasileiras sejam respeitadas. As declarações foram feitas em uma entrevista no canal do Exército no Youtube, para na 9ª edição do programa O Comandante Responde.

Ele destacou que a Força só atuará se "absolutamente respaldada" pela Constituição e só tomará qualquer atitude se for acionada por um dos Três Poderes, como determina as leis brasileiras. Recentemente, Villas Bôas lamentou protestos que pedem a volta do regime militar no País (leia mais).

Sobre a crise, o general fez a seguinte análise na entrevista: "Estamos vivendo e sofrendo as consequências desta crise que tem três componentes: político, econômico e ético e moral, e os três estão interligados. O Exército é uma instituição de Estado, e nos momentos de crise as instituições sólidas acabam se tornando referência para a sociedade como um todo. A ela miram e dela aguardam atitudes que sinalizem como sair da crise".

O comandante acrescentou, sobre o papel do Exército: "Nós vamos pautar nossa atuação em três pilares básicos. Contribuir para a manutenção da estabilidade, já que ela é condição essencial para que as instituições, em nome da sociedade, encontrem os caminhos que permitam sairmos desta crise séria que estamos vivendo. Segundo, é a legalidade: toda e qualquer atitude nossa será absolutamente respaldada no que os dispositivos legais estabelecem, desde a Constituição até as leis complementares, e sempre condicionada ao acionamento de um dos Poderes da República. E o terceiro aspecto é a legitimidade que nos é proporcionada pela credibilidade que a sociedade brasileira nos atribui".

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