Conselho da PGR dá prosseguimento a pedido para investigar Aras por blindagem a bolsonaristas

A manifestação foi apresentada no dia 9 de agosto e teve prosseguimento na sexta-feira (13), após o subprocurador-geral José Bonifácio Borges de Andrada determinar o andamento do caso e o sorteio de um relator para analisar o pedido

Augusto Aras e Jair Bolsonaro
Augusto Aras e Jair Bolsonaro (Foto: Leonardo Prado/MPF)
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247 - Uma representação feita por um grupo de subprocuradores-gerais da República foi impetrada no Conselho Superior do Ministério Público Federal pedindo investigação criminal contra o atual procurador-geral Augusto Aras por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de blindar Jair Bolsonaro. 

Dentre os subprocuradores que assinam o documento está o ex-PGR Cláudio Fonteles. De acordo com reportagem de O Globo, a manifestação foi apresentada no dia 9 de agosto e teve prosseguimento na sexta-feira (13). O subprocurador-geral José Bonifácio Borges de Andrada determinou o prosseguimento do caso e o sorteio de um relator para analisar o pedido.

“O procurador-geral da República Antônio Augusto Brandão de Aras, por si próprio ou por intermédio de pessoa da sua mais estreita confiança, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, vem, sistematicamente, deixando de praticar ou retardando a prática de atos funcionais para favorecer a pessoa do presidente da República ou de pessoas que lhe estão no entorno”, aponta o documento.

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Além do ex-PGR Cláudio Fonteles – que ocupou função entre 2003 e 2005 -, assinam o documento contra Aras os subprocuradores-gerais aposentados Wagner Gonçalves, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa, Paulo de Tarso Braz Lucas e o desembargador aposentado Manoel Lauro Volkemer de Castilho. Esse é o primeiro pedido de investigação criminal feito contra Aras.

Em nota, Augusto Aras diz que atua com “independência funcional”. ” Apesar de a divergência jurídica ser ínsita à atuação de qualquer profissional do Direito, os membros do Ministério Público por vezes são alvos de toda sorte de reação a sua atuação livre e independente, chegando alguns detratores do MP a usar expedientes políticos, midiáticos e jurídicos extremos para expressar sua discordância ou insatisfação”, disse.

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