'Conta' de aliado de Cunha com Joesley era de R$ 173 milhões

Delação mostra depósitos de R$ 173 milhões para operador de Eduardo Cunha; segundo o documento, o ex-deputado controlava a liberação de crédito na Caixa Econômica Federal e a propina foi paga para "a turma do PMDB na Câmara"

Delação mostra depósitos de R$ 173 milhões para operador de Eduardo Cunha; segundo o documento, o ex-deputado controlava a liberação de crédito na Caixa Econômica Federal e a propina foi paga para "a turma do PMDB na Câmara"
Delação mostra depósitos de R$ 173 milhões para operador de Eduardo Cunha; segundo o documento, o ex-deputado controlava a liberação de crédito na Caixa Econômica Federal e a propina foi paga para "a turma do PMDB na Câmara" (Foto: Charles Nisz)

247 - Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha, revelou a existência de uma conta com repasses no montante de R$ 173 milhões feitos pelo empresário Joesley Batista. No depoimento, o executivo da JBS vincula esses valores diretamente a Eduardo Cunha e diz que o pagamento de propina era para "a turma do PMDB da Câmara".

O dinheiro era pago como forma de agilizar a obtenção de crédito na Caixa Econômica Federal para as empresas da JBS. De acordo com a delação, Cunha e Funaro influenciavam a liberação de empréstimos pelo banco estatal. Além disso, há pagamentos em forma de favores, como reforma de R$ 220 mil numa casa dos Jardins (SP), em 2013, e até remuneração de funcionários.

A defesa de Funaro alega que a ligação do seu cliente com Joesley "é legítima" e que Funaro trabalhou prestando assessoria para solucionar pendências do frigorífico Berin, uma das empresas da holding JBS. Apenas um dos contratos era de R$ 80 milhões. Sobre as reformas na casa, o advogado alegou conhecer detalhes sobre o caso e também não comentou sobre a suposta ligação com Eduardo Cunha.

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