Contra fraudes de R$ 1 bi, PF deflagra Operação Floresta Virtual

Polícia Federal (PF) deflagrou, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Operação Floresta Virtual, que investiga fraudes dos sistemas Flora e Documento de Origem Florestal (DOF), utilizados no monitoramento da venda e do transporte de produtos florestais; valor dos danos ambientais causados pela prática da rede criminosa, que atuava nos estados do Pará e de Mato Grosso, é estimado em cerca de R$ 1 bilhão

Juruena, MT, Brasil: Seleção das castanhas colhidas na reserva legal comunitária do assentamento é feita na fábrica de beneficiamento da Cooperativa do Vale do Amanhecer. Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Juruena, MT, Brasil: Seleção das castanhas colhidas na reserva legal comunitária do assentamento é feita na fábrica de beneficiamento da Cooperativa do Vale do Amanhecer. Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

Letycia Bond, repórter da Agência Brasil - A Polícia Federal (PF) deflagra, hoje (03) em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Operação Floresta Virtual, que investiga fraudes dos sistemas Flora e Documento de Origem Florestal (DOF), utilizados no monitoramento da venda e do transporte de produtos florestais. Segundo cálculo inicial, o valor dos danos ambientais causados pela prática da rede criminosa, que atuava nos estados do Pará e de Mato Grosso, chega a R$ 1 bilhão.

De acordo com a corporação, após montar madeireiras de fachada, com eventual uso de "laranjas", engenheiros florestais e empresários manipulavam os dois sistemas para vender produtos extraídos de áreas protegidas, como áreas de preservação permanente, unidades de conservação e terras indígenas. A estratégia do grupo de burlar os sistemas consistia em gerar créditos dos produtos e transferi-los a empresas localizadas em regiões de maior potencial madeireiro, a fim de maquiar sua ilegalidade.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão nos municípios mato-grossenses de Cuiabá, Itaúba, Nova Monte Verde, Santa Carmem e Sinop. Os investigados responderão por diversos crimes contra a flora, por furto e receptação de madeira, lavagem de capitais e falsidade ideológica.

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