CPI da Lava Jato é urgente, diz Liana Cirne Lins

Professora de Direito da UFPE, Liana Cirne Lins afirma que depois Sérgio Moro saiu “derrotado politicamente” da audiência desta terça na Câmara, que os indícios de vários crimes cometidos por ele são evidentes e que “é necessário ser instalada uma CPI da Lava Jato urgentemente”; sobre o depoimento, ela afirmou: "a montanha pariu um cínico"; assista

247 -  Professora de Direito da UFPE, Liana Cirne Lins afirma que depois Sérgio Moro saiu “derrotado politicamente” da audiência desta terça na Câmara, que os indícios de vários crimes cometidos por ele são evidentes e que  “é necessário ser instalada uma CPI da Lava Jato urgentemente”. Sobre o depoimento, ela afirmou no programa Giro das 11, da TV 247: "a montanha pariu um cínico".

Segundo Liana, Moro “esquivou-se das questões referentes ao escândalo da Vaza Jato”, o que ele não poderá fazer quando for instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI): "Tem que ser uma CPI na Câmara, pois no Senado ele conta com um ambiente confortável. Na Câmara, ao contrário, a audiência contava majoritariamente com deputados de oposição, que fizeram uma arguição firme e articulada".   

Liana Lins afirmou que um dos principipais fatos que justificam a instalação de uma CPI é a denúncia do ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, que relata ter sido extorquido na Lava Jato por advogados ligados ao casal Moro, com advogados exigindo pagamento de 5 milhões de dólares para amenizar a multa. Duran chegou a efetuar o pagamento de 600 mil doláres.  

“Segundo Duran, quem fazia toda a intermediação das delações da operação era o advogado Carlos Zucolotto (padrinho de casamento de Moro). Na audiência, Moro admitiu a relação pessoal com Zucolotto, mas se recusou a responder as perguntas de Paulo Pimenta e Gleisi Hoffman sobre o envolvimento de sua esposa no escritório de advocacia de Zucolotto. Disse repudiar a citação à esposa, como se se tratasse de uma referência à família dele, quando na verdade a pergunta dizia respeito a um grave interesse público. Moro se esquivou afirmando que Zucolotto não participava da Lava Jato. Oficialmente, não. Mas informalmente, o conjunto de indícios aponta que sim”, explica a advogada.  

Ela afirma que, apesar “da gritaria estabelecida pelos deputados durante a audiência, a postura dos deputados da oposição foi excelente. O nível da arguição dos deputados da oposição foi muito elevado. Eles fizeram a lição de casa e perguntas determinantes e bem formuladas tecnicamente. Moro ficou numa saia justa. Não ter respondido nada e ter empregado evasivas soou como admissão de culpa. Ele articulou o timing da arguição para ser logo após os atos em seu apoio e esperava contar com um ambiente favorável, mas saiu da Câmara politicamente derrotado, sem apoio do centro e sem conseguir responder ou afastar nenhuma das greves denúncias que pesam contra ele, que ele insiste em tratar como se nada fossem”, conclui. 

Assista ao Giro das 11:

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