CPI das fake news quer acesso aos computadores do Planalto

CPI das fake news quer acesso aos IPs e dados de computadores de servidores que trabalham no terceiro andar do Palácio do Planalto, mesmo andar no qual despacha Jair Bolsonaro. “Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas”, afirmou o presidente da CPI, senador Angelo Coronel (PSD-BA)

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das fake news quer acesso aos IPs e dados de computadores de servidores que trabalham no terceiro andar do Palácio do Planalto, mesmo andar no qual despacha Jair Bolsonaro, para apurar as denúncias de que alguns deles integram o chamado “gabinete do ódio”, que atuaria na divulgação de fake news contra adversários do governo. “Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas”, afirmou o presidente da CPI, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

O gabinete do ódio seria um grupo encabeçado pelos assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz, ligados ao vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos de Bolsonaro, conforme depoimento da ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), prestado à CPI nesta semana. 

Segundo Joice, os assessores atuariam na produção e disseminação das fake news contra adversários e favoráveis ao governo durante o expediente no Planalto. Ainda segundo ela, o assessor especial da Presidência da República Filipe Martins, próximo do deputado Eduardo Bolsonaro, o filho “03” de Bolsonaro, também faz parte da milícia digital. 

“Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas. Se por um acaso tiver requerimento, e tiver provas concretas que existe computador dentro do Palácio do Planalto que faz a divulgação, claro que pode ser quebrado. Não podemos quebrar se não tiver prova. Tendo provas, nós vamos correr atrás”, disse o senador Angelo Coronel, que preside a CPI, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. 

“Obviamente, nós vamos correr atrás para ver se é dinheiro público que está sendo investido nessa prática. Se for, nós vamos indiciar os culpados e encaminhar para o Ministério Público Federal. E que aí se puna os verdadeiros culpados”, completou. 

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