Criminalista Eduardo Pizarro Carnelós assume defesa de Temer

Michel Temer escolheu Eduardo Carnelós para substituir Antônio Cláudio Mariz de Oliveira na defesa contra as acusações de organização criminosa e obstrução de justiça; Mariz deixou a defesa de Temer por já ter defendido Lúcio Funaro, operador financeiro que acusa Temer de ter recebido propina

Eduardo Pizarro Carnelós
Eduardo Pizarro Carnelós (Foto: Charles Nisz)

Consultor Jurídico - Michel Temer (PMDB) escolheu nesta sexta-feira (22/9) o advogado Eduardo Pizarro Carnelós para defendê-lo em nova denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. O criminalista assume vaga deixada pelo colega Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que anunciou sua saída por já ter defendido o financista Lúcio Funaro, que acusa o peemedebista de ter recebido propina.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o novo defensor foi escolhido em uma lista de quatro pessoas sugerida pelo antigo advogado. De acordo com O Estado de S. Paulo, Mariz recebeu Temer e Carnelós em seu escritório na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta.

Carnelós presidiu a Associação dos Advogados de São Paulo e o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, vinculado ao Ministério da Justiça. Ele foi um dos advogados que, em 2016, assinaram manifesto contra procedimentos da “lava jato” e comparou a operação a uma “neoinquisição”.

Neste ano, o criminalista saiu em defesa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em artigo na Folha de S.Paulo. Ele escreveu que, embora “achincalhar” o ministro tenha se tornado “esporte preferido do brasileiro neste momento”, Gilmar tem julgado e concedido Habeas Corpus seguindo a lei.

Temer e outros membros do PMDB são acusados de negociar pelo menos R$ 587 milhões em propina por meio de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.

Nesta quinta-feira (21/9), o Supremo rejeitou pedido da defesa de Temer que buscava suspender o andamento da denúncia até o fim de investigação sobre supostas irregularidades no acordo de delação premiada celebrado por executivos da JBS. O tal acordo fechado com a PGR deu origem à acusação por crime comum.

Por maioria, os ministros entenderam que não cabe à corte proferir juízo sobre eventuais teses levantadas pela defesa antes de a Câmara dos Deputados examinar a admissibilidade da denúncia contra o presidente.

Declaração pública
Em outra estratégia de defesa, Temer usou as redes sociais nesta sexta para negar as acusações do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em vídeo publicado no Twitter, usou termos como “provas forjadas” e “denúncias ineptas”. “

Segundo o presidente, “o princípio básico da inocência foi subvertido: agora todos são culpados até que provem o contrário”. Temer voltou a criticar o áudio de uma conversa entre ele e o empresário Joesley Batista, que deu origem à primeira denúncia — rejeitada pela Câmara no início de agosto — e destacou a prisão de Joesley, ocorrida este mês.

“Graças aos áudios que tentaram esconder, mas que vieram a público acidentalmente, sabe-se que, contra mim, armou-se conspiração de múltiplos propósitos. Conspiraram para deixar impunes os maiores criminosos confessos do Brasil”, declarou. 
*Com informações da Agência Brasil.

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