Crise no DEM faz Huck buscar PSB como alternativa para 2022

Luciano Huck ainda estaria buscando alianças entre o PCdoB, o PDT, a Rede, o Cidadania e o PV. O elemento próximo ao apresentador no PSB é o prefeito de Recife, João Campos

Luciano Huck
Luciano Huck (Foto: World Economic Forum / Sandra Blaser)
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247 - O apresentador da Globo que busca se candidatar à Presidência da República, Luciano Huck, se afastou do DEM e se aproximou do PSB, segundo reportagem do Estado de S.Paulo. O afastamento do partido de Rodrigo Maia é a crise que a legenda vive diante das brigas entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do partido, ACM Neto.

Segundo a reportagem, a vitória de Arthur Lira na Câmara “reforçou a percepção no grupo mais próximo a Luciano Huck de que é necessário construir uma estrutura partidária consistente para viabilizar o projeto presidencial do apresentador e empresário”, que busca unificar “um centro liberal e democrático”.

Aliados estariam aconselhando Huck a se aproximar do PSB, diante do caráter cada vez mais próximo entre o DEM e o governo de Jair Bolsonaro. Segundo o artigo, o elemento próximo a Huck no PSB é o prefeito de Recife, João Campos. O estímulo também estaria vindo da deputada federal Tábata Amaral (PDT), namorada de Campos que teria feito a ponte entre os dois.

Ambos são do grupo RenovaBR, que tem ligações com Huck.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que "assim como em 2018, a eleição de 2022 também não será convencional. A ideia é buscar uma pessoa da sociedade e acima dos partidos, mas ainda não aconteceu nenhuma conversa da direção do PSB com o Huck".

O PSB, por sua vez, pode vir a se fundir com o PCdoB. “Huck tem revelado em conversas reservadas ter admiração pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), com quem também tem mantido conversas regulares nos últimos dois anos”, afirma reportagem do Estado, lembrando que o governador e o apresentador já se encontraram por duas vezes.

“Dino vê em Huck um quadro ‘liberal progressista’, que, uma vez eleito, não adotaria uma agenda de esquerda ‘puro sangue’, mas faria um governo associado à pauta de proteção social e ambiental”, afirma o artigo, que também coloca um outra hipótese: a união partidária entre Cidadania, PV e Rede, que “poderia servir de guarida a uma candidatura de Huck”. 

A matéria afirma que Marina Silva (Rede) “mantém interlocução com o apresentador, mas a Rede resiste à ideia de fusão”. 

"Essa conversa já foi feita com eles (Rede) e a decisão que tomaram foi negativa. Não tenho informação de que isso tenha mudado", afirmou o presidente do Cidadania, Roberto Freire.

De qualquer forma, esses são os aliados que Huck estaria buscando, de acordo como o Estado de S.Paulo.

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