Culpa de Bolsonaro nas mortes por coronavírus divide os brasileiros

De acordo com 52% dos brasileiros, segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro tem toda ou alguma responsabilidade nas 106 mil mortes por coronavírus no Brasil. Enquanto isso, 47% o veem como totalmente isento de responsabilidade

Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara durante entrevista coletiva sobre coronavírus no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara durante entrevista coletiva sobre coronavírus no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 – A pesquisa Datafolha que aferiu uma maior aprovação para Jair Bolsonaro também detectou que há uma divisão entre aqueles que o responsabilizam ou não pelas mortes por coronavírus. "47%, dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhuma pelos óbitos. Os que acham que Bolsonaro tem responsabilidade somam 52% —são 11% os que o veem como principal culpado e 41% os que dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal", aponta reportagem da Folha de S. Paulo. Saiba mais sobre as mortes:

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta sexta-feira 1.060 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 106.523, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Segundo país mais afetado pelo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil também notificou 50.644 novos casos da doença, atingindo um total de 3.275.520 infecções confirmadas.

O número diário de casos registrados voltou ao patamar de 50 mil depois de, na véspera, ter ultrapassado a marca de 60 mil apenas pela terceira vez desde o início da pandemia.

“Nosso objetivo é e sempre foi salvar vidas... Os dados referentes ao Brasil são superlativos”, disse o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, em conferência da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

Preferindo mencionar na reunião o número de recuperados da doença ao de casos computados, ele afirmou que o Brasil compartilha diariamente dados sobre a doença com Estados e com a OMS e acrescentou que o país “deve e vai contribuir para encontrar a cura para essa pandemia”.

Estado mais afetado pela doença no Brasil, São Paulo atingiu nesta sexta as marcas de 686.122 casos e 26.613 mortes.

O governo estadual indicou que os números refletem um aumento da testagem no Estado, afirmando que São Paulo ultrapassou o patamar de 3 milhões de exames processados desde o início da pandemia.

Na véspera, a Secretaria de Saúde havia anunciado que passou a seguir uma nova diretriz do ministério, que permite o diagnóstico de Covid-19 por exames de imagem —até então, os dados contabilizavam apenas diagnósticos laboratoriais—, em movimento que também pode impactar dados de outros Estados.

Na sequência da lista por Estados divulgada pelo governo aparecem a Bahia, com 210.993 infecções e 4.271 mortes, e o Ceará, que registrou 196.144 casos e 8.123 óbitos.

Como o ministério toma como base o número de casos para elaborar a lista, o Rio de Janeiro ocupa o quarto lugar, com 189.891 infecções confirmadas. No entanto, o número de mortes no Rio é superior aos verificados nos dois Estados nordestinos, atingindo 14.507.

O Paraná se juntou nesta quinta ao grupo de unidades da Federação que contabilizaram mais de 100 mil casos de Covid-19 até o momento, no qual também já estavam Pará, Minas Gerais, Maranhão, Distrito Federal, Santa Catarina, Amazonas e Pernambuco.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui 2.384.302 pacientes recuperados da doença, além de 784.695 pessoas em acompanhamento. A taxa de letalidade da Covid-19 no país é de 3,3%.

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