Dallagnol não era procurador natural da Lava Jato e o antecessor teria contrariado Moro

O jornalista Joaquim de Carvalho relata no DCM, que, segundo um livro de Rodrigo Janot, Pedro Soares seria o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, mas deu um parecer que desagradou Sérgio Moro, e Deltan Dallagnol assumiu a frente de promotores da operação

Sérgio Moro e Deltan Dallagnol
Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: Divulgação)
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247 - "A Lava Jato é uma caixa de segredos desde que surgiu, em 2014, e a maior prova está no livro do então procurador-geral, Rodrigo Janot, que não entende como Deltan Dallagnol se transformou no coordenador-geral da força-tarefa", escreve o jornalista Joaquim de Carvalho no Diario do Centro do Mundo.

"Dallagnol não era o procurador natural do caso em tramitação na 13a. Vara Federal de Curitiba. Na página 39 do livro 'Nada Menos que Tudo - Bastidores da Operação que Colocou o Sistema Político em Xeque', Janot relata: 'O procurador do caso, Pedro Soares, seria substituído por outro, Deltan Dallagnol. Até hoje não entendi por que Soares saiu do caso, mas, se era vontade dele, tudo bem'", continuou.

O jornalista disse que entrado em contato com a ex-assessora de imprensa da Justiça Federal no Paraná Cristhianne Machiavelli. "Ela trabalhou diretamente com Sergio Moro, e se recorda que o antecessor de Deltan Dallagnol havia dado um parecer que desagradou o então titular da 13a. Vara Federal de Curitiba. 'Eu lembro que ele deu um parecer negativo sobre a competência dos processos em Curitiba', afirmou", acrescentou o jornalista. 

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