Dallagnol rebate críticas e diz que poderosos reagem

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou nesta quinta (15) que “é natural que pessoas investigadas reajam”; ele negou que haja motivação político-partidária na denúncia; segundo ele, “a corrupção não está vinculada a um partido A ou partido B, a um governo A ou um governo B”; após a apresentação da denúncia ontem, Deltan foi criticado pela OAB e até por jornalistas contrários ao PT, como Reinado Azevedo e Jorge Bastos Moreno; mais cedo, Lula afirmou que seus acusadores e parte da imprensa "estão enrascados", porque "construíram uma mentira, uma inverdade, como se fosse um enredo de uma novela"

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou nesta quinta (15) que “é natural que pessoas investigadas reajam”; ele negou que haja motivação político-partidária na denúncia; segundo ele, “a corrupção não está vinculada a um partido A ou partido B, a um governo A ou um governo B”; após a apresentação da denúncia ontem, Deltan foi criticado pela OAB e até por jornalistas contrários ao PT, como Reinado Azevedo e Jorge Bastos Moreno; mais cedo, Lula afirmou que seus acusadores e parte da imprensa "estão enrascados", porque "construíram uma mentira, uma inverdade, como se fosse um enredo de uma novela"
O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou nesta quinta (15) que “é natural que pessoas investigadas reajam”; ele negou que haja motivação político-partidária na denúncia; segundo ele, “a corrupção não está vinculada a um partido A ou partido B, a um governo A ou um governo B”; após a apresentação da denúncia ontem, Deltan foi criticado pela OAB e até por jornalistas contrários ao PT, como Reinado Azevedo e Jorge Bastos Moreno; mais cedo, Lula afirmou que seus acusadores e parte da imprensa "estão enrascados", porque "construíram uma mentira, uma inverdade, como se fosse um enredo de uma novela" (Foto: Valter Lima)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou nesta quinta-feira (15) que “é natural que pessoas investigadas reajam” – numa referência às críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É natural que essas pessoas investigadas reajam. E quando essas pessoas são poderosas econômica e politicamente as reações tomam vulto. Não nos surpreendemos, encaramos com naturalidade”, disse Deltan, durante o evento ‘Democracia’ realizado na tarde desta quinta-feira, em Curitiba, base da força-tarefa da Lava Jato.

Na quarta, 14, o procurador classificou Lula de ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ na Petrobras. Ele e outros procuradores da força-tarefa deram entrevista coletiva a dezenas de jornalistas acusando o ex-presidente.

Sobre os questionamentos que tem ouvido e lido de que não teria apontado provas contra o petista, o procurador reportou-se à sétima fase, deflagrada em novembro de 2014, que levou para a cadeia o primeiro grupo de empreiteiros acusados de liderar o cartel que corrompia agentes públicos e políticos. E lembrou, ainda, da 14.ª etapa, Erga Omnes, em junho de 2015, que alcançou a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, as duas maiores construtoras do País.

“Na 14.ª fase chegamos a duas das maiores empreiteiras. No mesmo dia uma dessas empresas fez uma (entrevista) coletiva afirmando que não tínhamos mais do que indícios e presunções”, disse Deltan, numa alusão direta à estratégia de defesa de Lula que questiona o rol probatório da Lava Jato na denúncia contra o ex-presidente.

“Falamos em presunções, embora tivéssemos provas que consistiam nos depósitos pelas empreiteiras no exterior nas contas de funcionários públicos corrompidos”, destacou Deltan Dallagnol.

“Os próprios agentes alvos de corrupção vieram a confirmar que o dinheiro nas contas era oriundo de propinas”, disse o procurador.
Ele reafirmou que o diagnóstico da Lava Jato é ‘perturbador’.

Segundo o procurador, o esquema ‘mostrou-se muito mais amplo, envolvendo outras estatais como a Eletrobrás e o Ministério do Planejamento’.

Ele rechaçou argumento reiterado de aliados de Lula sobre uma suposta motivação político-partidária da acusação. Disse que mais de trezentos investigadores estão mobilizados para as investigações.

“Somos treze procuradores, cinquenta técnicos do Ministério Público Federal, quarenta auditores da Receita e equipes numerosas da Polícia Federal, todos concursados e sem qualquer histórico de vida político-partidária.Todos fazem parte dessa ‘conspiração’?”, ironizou.

Segundo ele, “a corrupção não está vinculada a um partido A ou partido B, a um governo A ou um governo B”.

“As pessoas podem questionar por que não denunciamos os crimes anteriores aos governos do PT. Porque os crimes prescreveram, demoramos muito para descobrir isso”, reconheceu.

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247