Dallagnol volta a criticar uso de 'prova ilícita' que ele defendeu nas 10 medidas contra a corrupção

Contraditório, o procurador Deltan Dallagnol critica o suposto uso de "prova ilícita" que ele defendeu ao propor o projeto de "10 medidas contra a corrupção"

(Foto: Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

247 - Na tentativa de justificar sua conduta revelada pelas reportagens da Vaza Jato, o procurador Deltan Dallagnol aumenta ainda mais as contradições. Em postagem nas redes sociais, Dallgnol recomendou a leitura de uma entrevista do ex-advogado-geral da União no governo de Michel Temer, Fábio Medina Osório, que diz que, se o STF autorizar o uso da prova ilícita, vai permitir que hackers atuem em qualquer investigaçãoevidencia as contradições.

Dallagnol diz que "o prof. Fábio Medina Osório bem pontuou o perigo da criação das milícias digitais a partir do hackeamento da força-tarefa da Lava Jato". "O material é imprestável porque foi roubado e não tem sua autenticidade verificável", completou o procurador.

No entanto, na proposta das "10 medidas contra a corrupção", apresentada pelo Ministério Público Federal, em que Dallagnol foi um dos principais defensores, propõe o uso de provas ilícitas nos casos de "justa razão.

"A proposta deixa claro também que uma prova não pode ser considerada ilícita se o seu objetivo for provar a inocência de alguém", destaca o texto sobre a proposta publicado no site do MPF.

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