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Damares Alves confirma que 'iniciação sexual tardia' será política pública contra gravidez

Para justificar a medida, a ministra afirma que "estudos científicos apontam resultados exitosos dessa alternativa de iniciação sexual em idade tardia", indicando um site bolsonarista como fonte e um estudo feito com mil adolescentes no Chile

A ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, durante evento em comemoração ao Dia Nacional do Cigano. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Damares Alves, ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, confirmou que o governo Bolsonaro irá adotar a 'iniciação sexual tardia' como política pública contra a gravidez na adolescência. 

Em nota, a ministra confirma que “está em formulação a implementação de política pública com abordagem sobre os benefícios” da abstinência sexual para jovens.

Para defender a medida, Damares afirma que "estudos científicos apontam resultados exitosos dessa alternativa de iniciação sexual em idade tardia", indicando um site bolsonarista como fonte e um estudo feito com mil adolescentes no Chile, como relata reportagem do BrPolítico.

“O Ministério ressalta que estudos científicos apontam resultados exitosos dessa alternativa de iniciação sexual em idade tardia, considerando as vantagens psicológicas, emocionais, físicas, sociais e econômicas envolvidas, sem que isso implique em críticas aos demais métodos de prevenção existentes”, diz a nota.

A reportagem aponta que a medida, no entanto, é contestada na academia por diversos outros estudos.