Daniel Cara sobre Pisa: a escola pública tira leite de pedra, mas não dá para fazer milagre

O especialista em educação Daniel Cara aponta as razões que colocaram o Brasil entre as 20 piores colocações no ranking do Pisa. Na visão do educador, investimentos em educação pública e cumprimento de leis estratégicas são passos fundamentais para avançar nos indicadores apontados no ranking

Daniel Cara: ataques a cursos de Filosofia e Sociologia são uma ideia estapafúrdia
Daniel Cara: ataques a cursos de Filosofia e Sociologia são uma ideia estapafúrdia (Foto: Editora 247)
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247 - Nesta terça-feira 3, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) apresentou dados negativos a respeito dos índices educacionais brasileiros. De acordo com o resultado, 43% dos estudantes não aprenderam a base necessária nas três áreas do conhecimento testadas: Leitura, Matemática e Ciências. 

O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, aponta que o Brasil encontra-se estagnado no Pisa há dez anos pois “não tem apresentado capacidade de desenvolver políticas educacionais e reorientar as políticas educacionais que já existem”. 

Daniel Cara também indica que existe uma grande dificuldade em colocar em prática leis fundamentais para a educação. “O Brasil não tem cumprido com a lei do piso do magistério e com a metas apresentadas no Plano Nacional de Educação”. 

Ele acrescenta que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) precisa de mais investimentos. 

Daniel Cara alerta que as escolas públicas sofrerão duros ataques pelos índices apresentados no Pisa, mas que é preciso resistir. "As escolas públicas brasileiras tiram leite de pedra. Se as escolas privadas tivessem o mesmo custo aluno das escolas públicas, certamente elas entregariam um resultado ainda pior do que elas entregam", compara. 

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