Day After: acordei hoje no Brasil dos piores pesadelos, os passados e os futuros

De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, "no primeiro discurso, feito de improviso, naquele estilo mambembe de vídeo caseiro ao vivo, dirigido aos fiéis das redes sociais, Bolsonaro foi o Bolsonaro de sempre"; "Não conseguiu dizer coisa com coisa e não deu nenhuma pista de como pretende enfrentar no governo os graves problemas do país", avalia

Day After: acordei hoje no Brasil dos piores pesadelos, os passados e os futuros
Day After: acordei hoje no Brasil dos piores pesadelos, os passados e os futuros (Foto: Dir.: Adriano Machado - Reuters)

247 - "Perdemos, mas continuo ao lado de quem perdeu, não mudo de camisa", diz o jornalista Ricardo Kotscho. "Depois de uma noite insone, acordei hoje com o corpo todo dolorido como se tivesse sido atropelado por um caminhão basculante durante a noite. Tive pesadelos, tempos passados voltando a me assombrar, cenas da guerra na Europa dos meus pais, misturando-se aos horrores da ditadura brasileira", acrescenta.

De acordo com o jornalista, "no primeiro discurso, feito de improviso, naquele estilo mambembe de vídeo caseiro ao vivo, dirigido aos fiéis das redes sociais, Bolsonaro foi o Bolsonaro de sempre".

"Com cara de enfezado, apesar da vitória, misturando religião com política, num estilo ao mesmo tempo infantilizado e ameaçador da campanha eleitoral, não conseguiu dizer coisa com coisa e não deu nenhuma pista de como pretende enfrentar no governo os graves problemas do país", continua.

"Ainda haveremos de transformar estes pesadelos do presente em novos e bons sonhos no futuro".

Leia a íntegra no Balaio do Kotscho

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