Day After: acordei hoje no Brasil dos piores pesadelos, os passados e os futuros
De acordo com o jornalista Ricardo Kotscho, "no primeiro discurso, feito de improviso, naquele estilo mambembe de vídeo caseiro ao vivo, dirigido aos fiéis das redes sociais, Bolsonaro foi o Bolsonaro de sempre"; "Não conseguiu dizer coisa com coisa e não deu nenhuma pista de como pretende enfrentar no governo os graves problemas do país", avalia
247 - "Perdemos, mas continuo ao lado de quem perdeu, não mudo de camisa", diz o jornalista Ricardo Kotscho. "Depois de uma noite insone, acordei hoje com o corpo todo dolorido como se tivesse sido atropelado por um caminhão basculante durante a noite. Tive pesadelos, tempos passados voltando a me assombrar, cenas da guerra na Europa dos meus pais, misturando-se aos horrores da ditadura brasileira", acrescenta.
De acordo com o jornalista, "no primeiro discurso, feito de improviso, naquele estilo mambembe de vídeo caseiro ao vivo, dirigido aos fiéis das redes sociais, Bolsonaro foi o Bolsonaro de sempre".
"Com cara de enfezado, apesar da vitória, misturando religião com política, num estilo ao mesmo tempo infantilizado e ameaçador da campanha eleitoral, não conseguiu dizer coisa com coisa e não deu nenhuma pista de como pretende enfrentar no governo os graves problemas do país", continua.
"Ainda haveremos de transformar estes pesadelos do presente em novos e bons sonhos no futuro".
Leia a íntegra no Balaio do Kotscho
