De olho em terras Amazônicas, ruralistas pressionam e Bolsonaro demite toda diretoria do Incra

O presidente do Incra, general João Carlos Jesus Corrêa, a toda a diretoria foram demitidos por decisão de Jair Bolsonaro. A medida foi por conta da concessão de títulos de propriedade de terras para assentados, sobretudo na Amazônia

(Foto: Bolsonaro Amazônia)
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247 - Para atender o lobby de ruralistas, Jair Bolsonaro decidiu demitir o presidente, general João Carlos Jesus Corrêa, e a diretoria do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), por conta da concessão de títulos de propriedade de terras para assentados, sobretudo na Amazônia.

A demissão foi acertada nesta segunda-feira (30), no Palácio do Planalto com Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Assuntos Fundiários da pasta, Nabhan Garcia, apontado como pivô da saída do general.

Jesus Corrêa e Nabhan vinham protagonizando uma longa disputa sobre a entrega de títulos de propriedade de terras para assentados. O secretario defendia que a suposta "regularização" ia garantir acesso a crédito e financiamento. Mas críticos alegam que essa política configura um estímulo à grilagem de terras.

"O general —no comando do Incra desde fevereiro deste ano— era visto por Nabhan como um obstáculo para a política de entrega de títulos para assentados, razão que motivou sua demissão", destaca reportagem da Folha de S. Paulo.

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