Decisões do governo Bolsonaro prejudicaram meio ambiente

Reportagem da jornalista Carolina Amaral publicada nesta segunda-feira (26) na Folha de S.Paulo, informa que decisões do governo Bolsonaro enfraqueceram as políticas de controle ambiental, contribuindo para aumentar o desmatamento

Jair Bolsonaro e Ricardo Salles
Jair Bolsonaro e Ricardo Salles (Foto: Marcos Corrêa - PR)

247 - Reportagem da jornalista Carolina Amaral publicada nesta segunda-feira (26) na Folha de S.Paulo, informa que decisões do governo  Bolsonaro enfraqueceram as políticas de controle ambiental, contribuindo para aumentar o desmatamento. Nos últimos meses, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) já tinha alertado para isso, mas Bolsonaro preferiu desqualificar as informações científicas do órgão e demitir seu presidente.  

O Ministério do Meio Ambiente durante o governo Bolsonaro facilitou o desmatamento, com a anulação de multas, exoneração de servidores e o enfraquecimento das garantias de áreas protegidas, aponta a reportagem.   

O ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro exonerou em fevereiro 21 dos 27 superintendentes do Ibama e anunciou um “núcleo de conciliação ambiental”, criado em abril para revisar as multas aplicadas pelo órgão.

A própria aplicação de multas caiu em 29% entre janeiro e agosto.   Em oito meses, desde que o governo foi instaurado, houve perseguição de servidores, censura e demissões. 

Em abril, o presidente do ICMBio, Adalberto Eberhard, pediu demissão após o ministro ter ameaçado os agentes do órgão. 

Em seguida, todo o comando do ICMBio foi trocado por militares.  

Também houve contingenciamento de verbas autorizado por Blsonaro, que desde março atingiu diretamente os programas de fiscalização e combate a incêndios florestais, que perderam respectivamente 38% e 24% de seu orçamento com o contingenciamento de R$ 187 milhões no Ministério do Meio Ambiente. 

Em maio, o bloqueio de recursos foi ampliado para R$ 244 milhões.

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