Defensoria pede indenização de R$ 200 milhões ao Carrefour pelo assassinato de Beto Freitas

Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ingressou com uma ação civil pública coletiva onde pede que o Carrefour e a empresa de segurança Vector paguem indenização de R$ 200 milhões em razão do assassinato de João Alberto Silveira Freitas

Fachada do Carrefour e João Alberto
Fachada do Carrefour e João Alberto (Foto: Reuters | Reprdução)
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247 - A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ingressou nesta quarta-feira (25) com uma ação civil pública coletiva contra o Carrefour e a empresa de segurança Vector em razão do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por dois seguranças contratados pela rede varejista. O crime aconteceu na quinta-feira (19), véspera do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

Segundo reportagem do UOL, a Defensoria pede que o Carrefour pague uma indenização de R$ 200 milhões por danos morais coletivos e sociais. O valor deverá ser destinado para fundos que atuem no combate à discriminação e em prol da defesa do consumidor. 

A ação também pede que a unidade do Carrefour onde aconteceu o crime, localizada no bairro Passo d´Areia, na zona norte de Porto Alegre, seja interditada por cinco dias visando "diminuir os riscos de possíveis atos hostis que poderão ocorrer em decorrência das manifestações”. 

A Defensoria pede, ainda, que a rede varejista crie um plano de combate ao racismo voltado para o treinamento de funcionários e colaboradores e colocação de cartazes em todas as lojas da empresa no Brasil alertando que a discriminação é um crime. 

 

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