Defesa de sargento do caso Aerococa diz que ele foi vítima de "armação" para prejudicar o governo Bolsonaro

Advogado Carlos Alexandre Klomfahs, responsável pela defesa do sargento da FAB Manuel Silva Rodrigues, preso na Espanha com 39 quilos de cocaína a bordo do avião reserva da Presidência da República, afirmou que existem “evidências de ações ‘clandestinas’ e ou sem autorização da Diretoria da ABIN com objetivo de, além de imputar crime grave ao acusado, prejudicar a imagem do Brasil e do governo do Presidente Jair Bolsonaro"; narrativa é idêntica à de Carlos Bolsonaro

247 - O advogado Carlos Alexandre Klomfahs, responsável pela defesa do sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manuel Silva Rodrigues, preso na Espanha com 39 quilos de cocaína a bordo do avião reserva da Presidência da República, afirmou que existem “evidências de ações ‘clandestinas’ e ou sem autorização da Diretoria da ABIN com objetivo de, além de imputar crime grave ao acusado, prejudicar a imagem do Brasil e do governo do Presidente Jair Bolsonaro”. A insinuação contida na petição enviada ao governo espanhol é a de que o sargento seria vítima de uma “armação”, numa narrativa que é cópia daquela espalhada nas últimas semanas por Carlos Bolsonaro. 

O vereador Carlos Bolsonaro, apelidade por seu pai de "pit bull", tem atacado sistematicamente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a quem ela se subordina, acusando-os de prejudicar o governo Bolsonaro. Os ataques falam em "infiltração" e acusam o chefe do GSI, general Augusto Heleno, de "incompetente" -é o fio narrativo assumido pelo advogado do milita-traficante.

O terceiro sargento foi preso no dia 25 de junho, na cidade de Sevilha, ao desembarcar do avião da FAB utilizado como aeronave reserva da comitiva ´residencial. Ele integrava a comitiva de 21 militares que acompanhavam o presidente Jair Bolsonaro para a reunião de cúpula do G-20, realizada em Osaka, no Japão. 

“Do exposto, requer desta Ilustre Corregedoria o acompanhamento e a disponibilização à Defesa dos números dos processos Adm. ou do inquérito-policial militar de toda prova produzida (filmagem, oitivas e diligência coligidas e ou já efetivadas ou concluídas) contra o acusado, bem como o devido requerimento pelo Parquet Militar ao juízo militar competente da Extradição Ativa para fins de instrução e julgamento do processo penal junto ao Governo da Espanha pelo Ministério da Justiça ao Ministério das Relações Exteriores, à luz do disposto no Tratado Brasil-Espanha e da Lei de Migração. Por cautela nos lê em cópia a Procuradora Geral da República”, diz o requerimento do advogado publicado pelo blog do jornalista Fausto Macedo

Klomfahs também pediu acesso ao Inquérito Policial Militar (IPM) aberto contra o seu cliente e vai encaminhar um documento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que seja solicitada a extradição do sargento. 

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