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Delação da Andrade visa proteger os acionistas

"A adesão da Andrade Gutierrez (AG) a acordo de delação premiada e leniência tem uma meta, além de permitir à empresa seguir fazendo negócios com governos: blindar os acionistas da companhia de qualquer ação criminal futura", informa a colunista Mônica Bergamo; preso na Lava Jato, Otávio Azevedo é o braço direito do empresário Sergio Andrade, que controla a empreiteira

"A adesão da Andrade Gutierrez (AG) a acordo de delação premiada e leniência tem uma meta, além de permitir à empresa seguir fazendo negócios com governos: blindar os acionistas da companhia de qualquer ação criminal futura", informa a colunista Mônica Bergamo; preso na Lava Jato, Otávio Azevedo é o braço direito do empresário Sergio Andrade, que controla a empreiteira (Foto: Leonardo Attuch)

247 – "A adesão da Andrade Gutierrez (AG) a acordo de delação premiada e leniência tem uma meta, além de permitir à empresa seguir fazendo negócios com governos: blindar os acionistas da companhia de qualquer ação criminal futura", informa a colunista Mônica Bergamo.

Preso na Lava Jato, o executivo Otávio Azevedo é o braço direito do empresário Sergio Andrade, que controla a empreiteira.

"O modelo almejado é o mesmo que foi formatado no acordo de leniência da empreiteira Camargo Correa. A AG nega que a empresa esteja estudando a possibilidade de colaborar com a Justiça", diz Mônica. "Advogados e juristas familiarizados com o universo das empreiteiras brasileiras acreditam que a delação da Andrade Gutierrez pode ter efeito dominó. Depois dela viriam OAS e, no limite, a Odebrecht."