Delação de marqueteiro do PMDB chega ao Supremo

O conteúdo da delação premiada do publicitário Renato Pereira, marqueteiro de campanhas do PMDB,  como o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o ex-governador Sérgio Cabral e o atual governador Luiz Fernando Pezão, foi enviada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal; a homologação ou não do acordo, que ainda está em regime de sigilo, caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na Corte

Renato Pereira, Prole
Renato Pereira, Prole (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o conteúdo da delação premiada do publicitário Renato Pereira. O antropólogo de 56 anos é o dono da agência Prole, responsável pelo marketing das campanhas eleitorais de pemedebistas como o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o ex-governador Sérgio Cabral e o atual governador Luiz Fernando Pezão.

A homologação ou não do acordo, que ainda está em regime de sigilo, caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na Corte. Até a noite de ontem, os documentos estavam sendo registrados pela Secretaria Judiciária do STF, ou seja, ainda não haviam chegado ao gabinete do ministro.

Pereira foi delatado pelo ex-diretor de Infraestrutura da Odebrecht no Rio, Leandro Azevedo, que detalhou o pagamento de mais de R$ 28 milhões de propina aos caixas 2 da campanha de Paes, em 2012, e da de Pezão ao governo do Rio. Parte do dinheiro teria sido entregue em espécie no endereço da Prole, no bairro da Urca, e o restante depositado em contas no exterior (nas Bahamas e na Suíça) indicadas pela própria agência. A propina era paga em parcelas mensais ou quinzenais, relatou Azevedo.

Citado nas colaborações de executivos da Odebrecht, Pereira decidiu, ele próprio, negociar um acordo com os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro.

As informações são de reportagem de Luísa Martins no Valor

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