Delações da Odebrecht devem atingir um quarto da Câmara

Se forem homologadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as delações premiadas dos executivos da Odebrecht, incluindo a do herdeiro da holding, Marcelo Odebrecht, devem atingir cerca de um quarto dos 513 deputados federais, estimam investigadores da Lava Jato. Uma quantidade significativa, mas inferior às expectativas de muitos congressistas; operações policiais deflagradas a partir das delações também devem ficar abaixo das expectativas de políticos

Marcelo Odebrecht
Marcelo Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Se forem homologadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as delações premiadas dos executivos da Odebrecht, incluindo a do herdeiro da holding, Marcelo Odebrecht, devem atingir cerca de um quarto dos 513 deputados federais, estimam investigadores da Lava Jato. Uma quantidade significativa, mas inferior às expectativas de muitos congressistas. 

A quantidade de operações policiais — busca e apreensão, prisões temporárias e conduções coercitivas — deflagradas a partir das delações também deve ser bem inferior às expectativas de políticos, que temem ver seus nomes envolvidos em suposta corrupção. Investigadores acreditam que elas devem ficar em torno de uma centena.

A força-tarefa quer se concentrar em pontos específicos. Eventuais crimes de caixa dois eleitoral que surjam nas delações da Odebrecht terão de ser encaminhados para o Ministério Público Eleitoral nos estados.

As informações são do Valor.

"O alvo preferencial da delação não será o financiamento eleitoral não contabilizado, mas a contribuição, regular ou não, como propina por algum serviço prestado pelo agente político. "Quem deve se preocupar é aquele que prometeu ou fez alguma coisa para receber valores que não foram contabilizados. Isso é a corrupção, a contrapartida. Então, com certeza não chega a um quarto da Câmara dos Deputados", afirma um investigador.

Segundo esta fonte, "tem muita gente que está sendo 'massa de manobra' daqueles que realmente são culpados [de corrupção]. Dificilmente alguém é processado no Brasil por receber valores não contabilizados", garante a fonte à reportagem."

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