Delatado, governador tucano diz que delator roubou até tapete do Palácio

Acusado de participar de esquemas de corrupção em Mato Grosso, o governador Pedro Taques, do PSDB, acusa seu antecessor Silval Barbosa, do PMDB, de tê-lo delatado para se safar das acusações de corrupção; "O cara rouba R$ 1 bilhão e vai devolver R$ 76 milhões e joga os inimigos políticos dele. Imagine! Como fica? Sou absolutamente favorável a delação, mas isso tem que ser discutido no Brasil", afirma

Acusado de participar de esquemas de corrupção em Mato Grosso, o governador Pedro Taques, do PSDB, acusa seu antecessor Silval Barbosa, do PMDB, de tê-lo delatado para se safar das acusações de corrupção; "O cara rouba R$ 1 bilhão e vai devolver R$ 76 milhões e joga os inimigos políticos dele. Imagine! Como fica? Sou absolutamente favorável a delação, mas isso tem que ser discutido no Brasil", afirma
Acusado de participar de esquemas de corrupção em Mato Grosso, o governador Pedro Taques, do PSDB, acusa seu antecessor Silval Barbosa, do PMDB, de tê-lo delatado para se safar das acusações de corrupção; "O cara rouba R$ 1 bilhão e vai devolver R$ 76 milhões e joga os inimigos políticos dele. Imagine! Como fica? Sou absolutamente favorável a delação, mas isso tem que ser discutido no Brasil", afirma (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Acusado de participar de esquemas de corrupção em Mato Grosso, o governador Pedro Taques, do PSDB, acusa seu antecessor Silval Barbosa, do PMDB, de tê-lo delatado para se safar das acusações de corrupção.

"O cara rouba R$ 1 bilhão e vai devolver R$ 76 milhões e joga os inimigos políticos dele. Imagine! Como fica? Sou absolutamente favorável a delação, mas isso tem que ser discutido no Brasil. Discutido sem caso concreto, né? Mas, pela academia. Isso tem que ser discutido, não é possível, porque senão daqui a pouco vou falar para a minha filha que o crime compensa. O crime não pode compensar. O cara rouba um bilhão e devolve 76 milhões e vai ficar dois anos em prisão domiciliar na sua cobertura. Dois anos preso e joga para cima de todo mundo. Não podemos criminalizar a política através da delação. Todos esses contratos que a delação pegou a minha administração investigou. Todos. Nós temos que discutir isso sim. Porque o político tem sua intimidade relativizada. Eu defendi isso na tribuna do Senado. O que significa? Eu lutei para ser governador. Pedi voto, precisei da imprensa. Agora, liberdade, com responsabilidade. Eu não posso ser responsabilizado politicamente por um fato que eu não fiz. O tempo do processo é um tempo mais demorado que o tempo da política. Os meus adversários vão usar isso em eleições daqui até 100 anos. E eu vou ter que provar que não peguei esse dinheiro. Como eu vou provar fato negativo? Eu não provo. Hoje, no Brasil, estamos fazendo o seguinte: O cara faz a delação e vira santo. Ele não é santo. É um vagabundo que roubou o Estado. Você pega agora recentemente, hoje saiu a noticia de que a mulher dele roubou dinheiro de caixão de defunto, de óculos, de dinheiro para criança aleijada. Aí, o cara vai devolver 70 e vira santo porque fez delação premiada", afirmou Taques, em entrevista a Luiz Vassalo e Fausto Macedo.

Segundo ele, Silval roubou até os tapetes do palácio.

Ao vivo na TV 247 Youtube 247