Delcídio devolve R$ 1,5 milhão e acusa Mercadante

Senador firmou acordo de delação premiada com a Justiça pela qual terá que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos; Delcídio Amaral (PT-MS) também acusa à Procuradoria Geral da República o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de ter oferecido dinheiro para evitar que fizesse a delação, além de ter prometido pressão política para que o STF pudesse soltá-lo

Senador firmou acordo de delação premiada com a Justiça pela qual terá que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos; Delcídio Amaral (PT-MS) também acusa à Procuradoria Geral da República o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de ter oferecido dinheiro para evitar que fizesse a delação, além de ter prometido pressão política para que o STF pudesse soltá-lo
Senador firmou acordo de delação premiada com a Justiça pela qual terá que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos; Delcídio Amaral (PT-MS) também acusa à Procuradoria Geral da República o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de ter oferecido dinheiro para evitar que fizesse a delação, além de ter prometido pressão política para que o STF pudesse soltá-lo (Foto: Paulo Emílio)

247 - O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entregou uma série de gravações à Procuradoria Geral da República (PGR) com conversas mantidas por um de seus assessores com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Em sua delação premiada, Delcídio acusa Mercadante de ter oferecido dinheiro para que não fizesse delação e pressão política para que o Supremo Tribunal Federal (STF) pudesse soltá-lo.

Delcídio também diz que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo procuraram outros envolvidos da Lava Jato para tentar convencê-los a não fecharem acordos de delação premiada.

"Pode recordar que Sigmaringa Seixas [advogado], Paulo Okamotto [presidente do Instituto Lula] e José Eduardo Cardozo [ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União] são agentes ligados ao PT que buscaram contato com outros envolvidos, a exemplo de Renato Duque, para o fim de serem frustradas, por exemplo, as investigações realizadas a partir do caso Lava Jato", afirmou Delcídio.

No acordo de delação premiada firmado com a Justiça, Delcídio terá que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos em razão do seu envolvimento nos casos de desvios e corrupção na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato.

Leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o assunto: 

Delcídio diz que Mercadante ofereceu ajuda financeira para evitar delação

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entregou ao Ministério Público Federal (MPF) gravação feita por seu assessor Eduardo Marzagão de três encontros realizados, em dezembro do ano passado, com o ministro Aloizio Mercadante. As informações constam do Termo de Colaboração Premiada nº 5 firmado entre o senador e o MPF.

De acordo com o documento, após ser informado por Eduardo Marzagão que a famíla de Delcídio passava por problemas financeiros (despesas com advogados), Mercadante teria oferecido ajuda financeira à família de Delcídio para arcar com custos de advogados "por meio de empresa ligada ao PT" . Mercadante teria dito também que intercederia junto aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, e do Senado, Renan Calheiros, no sentido de favorecer a soltura de Delcídio.

Ainda segundo o documento, Delcídio disse que Mercadante teria agido como emissário da presidenta da República, Dilma Rousseff, e, "portanto, do governo".

Aloizio Mercadante esteve reunido nesta terça-feira com a presidenta Dilma Rousseff, mas deixou o encontro sem falar com a imprensa. A Agência Brasil está tentando falar com o ministro, que provavelmente dará uma entrevista no início da tarde.

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