DEM decide expulsar do partido o 'hacker' que foi preso pela PF

O DEM não esperou o fim das investigações e determinou a expulsão de Walter Delgatti Neto, preso pela Polícia Federal por suspeita de invadir celulares de autoridades, que era filiado ao partido desde 2007

Descabido, diz ACM Neto sobre o Escola sem Partido
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247 - O DEM não esperou o fim das investigações e tratou logo de expulsar do partido Walter Delgatti Neto, um dos quatro presos pela Polícia Federal por suspeita de invadir celulares de autoridades, entre as quais o ministro da Justiça, Sergio Moro.

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral, Delgatti Neto era filiado ao DEM desde 2007. Mas ao longo desse período respondeu a pelo menos dois processos por estelionato. Em 2012, pagou uma conta de R$ 740 em um hotel em Piracicaba, no interior de São Paulo, usando um cartão de um homem de 75 anos. Em 2015, ele usou um cartão de um escritório de advocacia para comprar móveis, do que foi condeando no ano passado.

Ele voltou a ser acusado em abril de 2017, por tráfico de drogas e falsificação documentos, sendo detido comercializando comprimidos de venda proibida, usando uma carteira de estudante em nome de outra pessoa.

Em nota, o presidente nacional do partido, Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), afirmou que a sigla não tem como controlar as ações de todos seus filiados.

"Diante do envolvimento do filiado Walter Delgatti Neto com o ataque hacker a celulares de autoridades, revelada durante a Operação Spoofing, determinei a expulsão do investigado pelo descumprimento dos deveres éticos previstos estatutariamente", escreveu ACM Neto.

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