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Denúncia de racismo faz escola se mexer

Depois que estagiria registrou queixa de racismo contra Colgio Internacional Anhembi Morumbi, em So Paulo, direo contrata consultoria especializada em diversidade

Denúncia de racismo faz escola se mexer (Foto: Shutterstock)
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Diego Iraheta _247 – Esta segunda-feira foi o primeiro dia de trabalho da estagiária Ester Elisa Cesário depois que ela denunciou os chefes por racismo. A jovem, que atua no setor de marketing do Colégio Internacional Anhembi Morumbi, ainda está muito abalada com a discriminação que afirma ter sofrido de uma diretora da escola situada no Brooklin, área nobre da capital paulista. Procurada pelo Brasil 247, Ester pediu mais tempo para refletir sobre o caso antes de dar entrevista. Em ocorrência registrada na Delegacia de Crimes Raciais de São Paulo, ela disse que foi advertida a alisar os cabelos crespos e vestir roupas para "esconder" os quadris.

De acordo com reportagem da Radioagência NP, Ester recebia “recados” de colegas para prender o cabelo até o dia em que foi ameaçada pela diretora. “O padrão daqui [da escola] é cabelo liso”, teria dito a representante do colégio. Após ser repreendida, Ester teria sido coagida a ficar em silêncio sobre a discriminação: “Cuidado com o que você fala por aí porque eu tenho 20 anos no colégio e você está começando agora”.

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A Delegacia de Crimes Raciais já iniciou investigação sobre o caso. A ocorrência infringe a lei estadual contra a discriminação racial. Se for concluído que houve constrangimento da estagiária com base na cor, o Colégio Internacional Anhembi Morumbi pode ser multado e ter a licença suspensa.

Escola admite problema, mas nega racismo

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Procurada pelo 247, a direção do Colégio Internacional Anhembi Morumbi informa que nunca teve intenção de causar qualquer constrangimento à estagiária. Em nota, a instituição sugere que a “orientação” sobre uso de uniforme para Ester foi semelhante à instrução dada para todos os estudantes e funcionários. “Foi instituído o uso de uniformes... para que o foco da atenção saia da aparência e seja dado ao indivíduo e sua natureza única, às suas potencialidades e características singulares”, diz a nota. Não há referência ao processo de alisamento, que teria sido “recomendado” pela diretora.

O Colégio Internacional Anhembi Morumbi também decidiu contratar uma “consultoria especializada em diversidade” para lidar melhor com o tema dentro da escola. Sem admitir a discriminação, a instituição reconhece que “a boa intenção das pessoas envolvidas não foi suficiente para gerar a acolhida e integração” esperada.

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“Trabalharemos para entender os motivos e criar as condições necessárias para que atuais e futuros colaboradores se sintam totalmente integrados à equipe”, encerra a nota.

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