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Deolane foi incluída na lista da Interpol antes de prisão

Operação Vérnix investiga suspeita de lavagem de dinheiro e aponta vínculos da influenciadora com esquema ligado à facção

Deolane Bezerra (Foto: Reprodução (Instagram))
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247- Deolane Bezerra foi alvo de plano de prisão na Itália em operação contra o PCC, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro e aponta possíveis vínculos da influenciadora com um esquema ligado à facção criminosa, segundo a CNN Brasil.

A estratégia inicial das autoridades era prender Deolane Bezerra em território italiano. A coordenação da ação chegou a ser estruturada em Roma, cidade onde a influenciadora estava havia semanas. O nome dela teria sido incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para pedidos de prisão internacional, mas ela retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20), um dia antes da deflagração da operação.

A Operação Vérnix apura uma suposta ligação da influenciadora com o PCC, apontado como a maior facção criminosa do Brasil, em um esquema de lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que Deolane teria mantido vínculos pessoais e negociais estreitos com um dos gestores fantasmas de uma transportadora supostamente utilizada pela organização.

Segundo a apuração, a nova fase da investigação teve origem em material encontrado em um celular apreendido em uma operação anterior. A partir desse conteúdo, os investigadores avançaram para a terceira etapa do caso, agora voltada a mapear um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com possíveis ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Ainda conforme a investigação, Deolane passou a ocupar posição de destaque no inquérito em razão de movimentações financeiras consideradas expressivas, suspeitas de incompatibilidade patrimonial e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa.

Além da influenciadora, familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, também aparecem entre os alvos de mandados de prisão. O próprio líder do PCC, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, também é citado no âmbito da operação.

A ofensiva judicial inclui ainda outras medidas cautelares, como bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos — entre eles modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e restrições sobre quatro imóveis vinculados aos investigados.