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‘Dependendo da tática do adversário o técnico vai mudando o time’, diz Lula sobre reforma ministerial

Em seu programa semanal, presidente destacou que ‘mudanças podem ser necessárias para construir uma maioria no Congresso Nacional, a fim de aprovar propostas importantes no país’

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: GIANLUIGI GUERCIA/Pool via REUTERS)

247 - Durante o seu programa semanal 'Conversa com o Presidente' nesta terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou temas cruciais relacionados à política e à reforma ministerial em seu governo. Lula destacou a necessidade de adaptação estratégica na condução do país, comparando-a à dinâmica de um jogo de futebol.

"O técnico entra com um time em campo, mas no decorrer do jogo, dependendo da tática do adversário, ele vai mudando. É sempre muito difícil você chamar alguém para dizer ‘olha, eu vou precisar do ministério porque eu fiz um acordo com um partido político e eu preciso atender’. Mas essa é a política", afirmou o presidente Lula.

Lula reconheceu que, no ambiente político, as mudanças podem ser necessárias para construir uma maioria no Congresso Nacional, a fim de aprovar propostas importantes para o país. "O governo tem propostas importantes para passar no Congresso Nacional, os deputados não são obrigados a votar com o governo porque o governo mandou, por mais que o Haddad seja simpático, por mais que o Camilo [Santana] seja simpático, por mais que eu seja essa figura simpática. Mas as pessoas não são obrigadas a votar naquilo que a gente faz. As pessoas votam naquilo que acreditam. Então quando você manda uma proposta as pessoas vão discutir, fazem emendas, tiram. Então nós precisamos construir uma maioria para dar tranquilidade ao governo nas mudanças que nós precisamos fazer para aprovar determinadas coisas e para não permitir que coisas que sejam indigestas não sejam aprovadas”, pontuou.

O presidente também enfatizou a importância de não apenas aprovar propostas, mas fazê-lo de forma a beneficiar o povo brasileiro. Ele citou o exemplo da desoneração, destacando a necessidade de um acordo entre empresários, trabalhadores e governo para determinar como essa medida afeta os trabalhadores e o preço dos produtos.

"Quando você vai fazer desoneração não pode ser uma lei que diga ‘estão desonerado 17 setores’. Não. Você permite a desoneração que será resultado de um acordo entre empresários, trabalhadores e governo para saber qual é a parte dos trabalhadores nessa desoneração, porque se não você faz a desoneração, o cara desonera, fica com o lucro, não repassa a desoneração para o preço dos produtos e não ajuda em nada. Então a gente quer trabalhar para que as coisas sejam feitas no melhor sentido de ajudar o povo brasileiro”, explicou. Lula também destacou o compromisso de seu governo com o pequeno e médio proprietário agrícola e com os brasileiros que trabalham na economia informal. “E quando a gente fala em ajudar o povo brasileiro, nós temos que ajudar o povo brasileiro, o pequeno e médio proprietário agrícola, mais de 40 milhões de pessoas que trabalham na economia informal", finalizou.