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Depoimentos de Costa e Youssef geram 42 processos no STF

As delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef geraram 42 processos no Supremo Tribunal Federal; o número não reflete necessariamente o número de políticos suspeitos de envolvimento no esquema, mas é um bom parâmetro para o número de investigações que devem ser abertas no STF

As delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef geraram 42 processos no Supremo Tribunal Federal; o número não reflete necessariamente o número de políticos suspeitos de envolvimento no esquema, mas é um bom parâmetro para o número de investigações que devem ser abertas no STF (Foto: Valter Lima)

247 - As delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef geraram 42 processos no Supremo Tribunal Federal. O número não reflete necessariamente o número de políticos suspeitos de envolvimento no esquema, mas é um bom parâmetro para o número de investigações que devem ser abertas no STF.

No fim do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo um pedido de cisão, para que políticos com prerrogativa de foro citados nos depoimentos, como deputados e senadores, ficassem no STF, governadores no Superior Tribunal de Justiça e os demais envolvidos tivessem seus nomes remetidos à primeira instância da Justiça.

O pedido foi aceito e, no STF, 42 processos, que levaram o nome de petições, foram abertos. Na prática, as petições são processos em estágio embrionário. A partir delas, o procurador poderá pedir o início de investigações abrindo inquéritos ou fazer denúncias contra os citados.

Pode, ainda, considerar que os elementos dos depoimentos não apontam sequer para indícios de crimes e pedir o arquivamento da petição.

Como Janot trabalha com fatos criminosos em cada petição, pode haver algumas com mais de um citado. Por isso, a expectativa é que o número final de citados supere os 42.