Depois de Lula, qualquer um poderá ser julgado de forma bárbara, afirma Serrano

Jurista e professor falou à TV 247 sobre a ilegalidade do julgamento do ex-presidente. “É isso a que a cidadania brasileira tem de estar atenta. Ao roubar isso dele, estão roubando de todos nós porque a partir daí qualquer um vai poder ser julgado dessa forma”, disse. Pedro Serrano comentou ainda sobre uma acusação grave da Lava Jato ao STF. Assista

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247 - O jurista e professor Pedro Serrano, em entrevista à TV 247, voltou a comentar as ilegalidades cometidas pela Lava Jato no processo em que o ex-presidente Lula foi condenado à prisão. Ele chamou a atenção para o fato de que um julgamento injusto do ex-presidente abre precedente para que qualquer cidadão seja tratado da mesma forma. Serrano ainda ressaltou uma grave acusação da Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelada por um recente capítulo da Vaza Jato.

O professor pontuou a importância de denunciar o processo fraudulento a qual Lula foi submetido para que toda a população possa sempre ter garantido seu direito a um julgamento justo. “Não podemos deixar quieto, temos que falar, criticar, mostrar que as pessoas têm direito a um julgamento imparcial, têm direito a um julgamento justo. Tudo bem se a pessoa acha que Lula é corrupto, é opinião pessoal, mas não negue o direito de Lula ser julgado de forma justa e isenta, são coisas que não se misturam”.

E completou: “uma coisa é minha crença pessoal sobre o que eu acho que aconteceu, outra coisa é o direito que qualquer um de nós tem de ser julgado de forma imparcial. É isso a que a cidadania brasileira tem de estar atenta. Ao roubar isso dele, estão roubando de todos nós porque a partir daí qualquer um vai poder ser julgado dessa forma vil, bárbara e inumana”.

Serrano afirmou que os recentes vazamentos de diálogos entre o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro e procuradores da operação, a Vaza Jato, esclarece de uma vez por todas o caráter político e persecutório do processo contra Lula.

“A Vaza Jato comprovou a ação política que o juiz, o tempo inteiro, não estava preocupado em aplicar a ordem jurídica, o procurador também não. Não estavam preocupados em descobrir a verdade, em verificar se o réu é culpado ou inocente, não estavam agindo pela relação lógica do lícito ou ilícito, estava agindo pela lógica do poder e não poder, pela lógica da política, buscando perseguir o adversário. Isso está o tempo inteiro sendo construído no processo”.

Em recente episódio da Vaza Jato, veio a público a confirmação de que Sérgio Moro, em parceria com a Rede Globo, vazou uma conversa interceptada ilegalmente entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff em 2016, na qual ambos combinam a posse do ex-presidente como ministro da Casa Civil. Outros 22 diálogos comprovam que Lula não queria ser ministro nem fugir de investigações, mas que, após pressão de aliados, aceitou o convite para ajudar a desenvolver o Brasil. Na narrativa que Moro tentou criar, Lula teria aceitado o cargo para se blindar.

Serrano explica que o argumento da Lava Jato de que Lula estaria cometendo um desvio de poder ao aceitar o cargo de ministro e, assim, ter direito a ser julgado pelo STF por ter foro privilegiado acusa o Supremo de não ser capaz de julgar o ex-presidente de forma adequada.

“Eles estão querendo dizer que ser julgado pelo STF significaria um julgamento mais brando ilicitamente. Lula seria beneficiado por um julgamento ilicitamente brando. É uma acusação indireta ao STF, dizendo que eles não tinham condições de julgar adequadamente o ex-presidente Lula”. O professor esclareceu que para ser caracterizado como “desvio de poder” era preciso que Lula fosse ilicitamente beneficiado.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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