Deputada quer que MP apure crimes praticados a partir de aplicativos de encontro LGBTQIAP+
A parlamentar enfatiza as reiteradas ocorrências dessa natureza após as vítimas marcarem encontros por meio de aplicativos de relacionamento
247 - A deputada estadual Beth Sahão (PT) encaminhou ofício ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, para que seja aberta uma apuração sobre os casos de violência, incluindo homicídios, cometidos em encontros marcados por aplicativos utilizados pela comunidade LGBTQIAP+, entre eles os mais populares - Grindr e Hornet.
No requerimento, a parlamentar enfatiza as reiteradas ocorrências dessa natureza após as vítimas marcarem encontros por meio de aplicativos de relacionamento. E cita como exemplo o caso recente envolvendo o engenheiro Felipe Afonso Araújo, de 40 anos, encontrado morto dentro de seu veículo na Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, na noite de 7 de janeiro de 2026, depois de aparentemente ter combinado um encontro por meio virtual.
Segundo o documento, “casos dessa natureza — nos quais vítimas são atraídas por contatos virtuais e depois sofrem violência extrema — têm aumentado, com relatos de crimes similares em que perfis falsos em apps são usados para atrair e emboscar usuários, inclusive com padrões de assassinatos e roubos motivados por abordagens prévias online”. E, observa-se ainda, “que parcela significativa dessas ocorrências envolve integrantes da comunidade LGBTQIAP+, grupo historicamente vulnerabilizado e exposto a práticas discriminatórias e violência motivada por preconceito”.
Medidas
Beth Sahão requer ao chefe do Ministério Público adoção das providências institucionais cabíveis, inclusive a eventual instauração de procedimento investigatório ou a expedição de recomendações aos órgãos competentes, para apuração dos fatos noticiados;
Também solicita a articulação com os órgãos de persecução penal e demais instituições públicas para fortalecimento da prevenção, investigação e repressão desses crimes. E, ainda, “especial atenção às ocorrências envolvendo pessoas da comunidade LGBTQIAP+, em observância aos princípios da igualdade material, da não discriminação e da proteção reforçada a grupos vulneráveis”.