Desastres naturais aumentam e migração interna se torna um problema

O descaso do poder público e o contingenciamento de verbas para prevenção de catástrofes têm causado dramas que extrapolam as consequências locais dos desastres naturais; o golpe instaurou mais um drama na cena social brasileira: os deslocamentos populacionais internos, que provocam problemas de violência e habitação

Desastres naturais aumentam e migração interna se torna um problema
Desastres naturais aumentam e migração interna se torna um problema (Foto: Luiz Roberto Lima/Futura Press/F)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O descaso do poder público e o contingenciamento de verbas para prevenção de catástrofes têm causado dramas que extrapolam as consequências locais dos desastres naturais. O golpe instaurou mais um drama na cena social brasileira: os deslocamentos populacionais internos, que provocam problemas de violência e habitação.

"É melhor eu morar em uma área de risco, assim como eu fiz, do que ir para debaixo da ponte com minhas filhas e não ter sido uma mãe guerreira para lutar e vencer.” Alda Cristina Soares Costa, 37, estava firme até o momento em que falou sobre a construção de sua casa em uma área de alto risco de deslizamento, na Vila Areião, em São Bernardo do Campo, Grande SP.

O choro da chapista de padaria, mãe de duas meninas, traduz o medo e o trauma da remoção, do deslocamento interno provocado por desastres, cujas estatísticas superam as de migrações por conflitos violentos e guerras civis. Em 2017, o Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC, na sigla em inglês), em Genebra, principal fonte de informação sobre o tema, registrou 30,6 milhões de novos deslocamentos internos em todo o mundo. Isso significa dizer que, naquele ano, a cada segundo uma pessoa se tornava um deslocado interno, ou seja, obrigadas a abandonar suas casas, cidades ou vilarejos, mas continuaram dentro do território de seus países.

Leia mais aqui

 

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247

WhatsApp Facebook Twitter Email