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Desembargador do TRF-2, que manteve decreto sobre igrejas, chamou eleição de Bolsonaro de "renascença nacional"

Em artigos, desembargador chamou o golpe de 1964 de "contrarrevolução" e citou como referência bibliográfica o escritor Olavo de Carvalho, o guru ideológico do clã Bolsonaro

Desembargador do TRF-2, que manteve decreto sobre igrejas, chamou eleição de Bolsonaro de "renascença nacional" (Foto: Carolina Antunes - PR)

247 - O desembargador federal que acatou o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), autorizando o funcionamento de igrejas e lotéricas durante a crise do coronavírus, mantendo um decreto de Jair Bolsonaro, saudou o resultado da eleição de 2018, que elegeu Bolsonaro e qualificou o momento como "o despertar do próprio povo brasileiro" e "uma verdadeira cura e renascença nacional". A informação é do colunista Rubens Valente, do UOL. 

Reis Friede, presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região (RJ e ES) suspendeu a liminar concedida pelo juiz federal de Duque de Caxias (RJ), Márcio Santoro, que havia acolhido um pedido do MPF (Ministério Público Federal) para sustar os efeitos de um decreto de Bolsonaro, que incluia as igrejas e casas lotéricas como atividades essenciais.

O argumento do desembargador é que "descabe ao Poder Judiciário se intrometer em considerações de ordem política" e que a decisão do juiz poderia "acarretar grave lesão à ordem pública". O MPF recorreu da decisão.

O desembargador escreveu um artigo em que diz que o golpe militar de 1964 foi uma "contrarrevolução" e "um movimento" e citou em artigos, como referência bibliográfica, pelo menos três vezes o escritor Olavo de Carvalho, o guru ideológico do clã Bolsonaro.